Na manhã desta segunda-feira, 15 de janeiro, o presidente do Tribunal Regional Federal, da 4° Região, Carlos Eduardo Thompson Flores, se encontrou com a ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Nas vésperas do julgamento de Lula, desembargadores do TRF-4 exibem grande preocupação com ameaças no desvendar do resultado final da sentença do ex-presidente em segunda instância.

No próximo dia 24 de janeiro, o dia em que Lula será julgado pelos desembargadores Leandro Paulsen, Victor Laus e João Pedro Gebran Neto, um esquema de forças de segurança [VIDEO] foi todo esquematizado para receber diversos apoiadores de Lula, que ficarão em frente ao tribunal.

O prédio do TRF-4 mudará até sua rotina, exigindo que apenas servidores que tenham alguma relação com o caso de Lula entrem no edifício. As Forças Armadas também foram procuradas para dar suporte na segurança pública do Estado.

Ameaças causam preocupação

No entanto, há algo que está estremecendo os desembargadores do TRF-4 e o motivo do encontro entre o presidente do tribunal e Cármen Lúcia [VIDEO] foi este. Diversas ameaças vindas para os desembargadores que irão julgar Lula causam preocupação e movimentam os magistrados. No início deste mês, Thompson chegou a mandar um ofício ao STF e Procuradoria-Geral da República para tratar das ameaças. Na manhã desta segunda, Thompson e Cármen Lúcia entraram em discussão com o objetivo de estabelecerem um acordo sobre as providências a serem tomadas no caso.

No entantom a conversa que ocorreu ainda não foi revelada em detalhes.

Além de Thompson, o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso, também se encontrou com Cármen Lúcia por conta da preocupação com ameaças contra os desembargadores.

O objetivo é fazer com que os desembargadores sejam protegidos independente do voto final em relação a Lula. Movimentos como a CUT e o MST prometeram ficar de prontidão no tribunal no próximo dia 24 e caravanas já foram formadas em prol de Lula.

Além da reunião com Cármen Lúcia, Thompson também se encontrará com a chefe do Ministério Público Federal, (MPF) Raquel Dodge, e com o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen.

Os três desembargadores que decidirão o futuro de Lula estão recebendo ameaças vindas pela internet e pelo telefone. Há uma grande pressão contra os magistrados. Caso Lula seja condenado, ele poderá ficar inelegível, não se candidatando à Presidência da República nestas próximas eleições. Há também a possibilidade do petista ser preso.

Lula foi condenado em primeira instância pelo juiz Sergio Moro a 9 anos e seis meses de detenção. O petista é acusado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.