Após o desfecho do julgamento em segunda instância no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, cujo resultado dos votos de três desembargadores federais: João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor dos Santos Laus, que foram favoráveis pela condenação do ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, a mais alta Corte de Justiça do país; o Supremo Tribunal Federal (STF), deixou um "forte" recado direcionado a integrantes e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT).

Vale, no entanto, primeiramente ressaltar, que o ex-mandatário petista foi condenado a doze anos e um mês de prisão, após a confirmação da condenação em segundo grau, no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato.

A #Lava Jato é conduzida em primeira instância, pelo juiz federal Sérgio Moro, magistrado titular da décima terceira Vara Criminal de Curitiba, sede da Justiça Federal do estado do Paraná. A Lava Jato é reconhecida nacionalmente e até no exterior, como a maior operação anticorrupção já implementada no Brasil, em se tratando ao combate de crimes de "colarinho branco".

Recado oriundo da mais alta corte do judiciário brasileiro

A presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), ministra Cármen Lúcia, se manifestou, durante uma entrevista concedida à imprensa, a respeito do processo que resultou na condenação do ex-presidente Lula. De acordo com a magistrada que preside a Suprema Corte brasileira, a possibilidade de que e possa usar o caso referente à situação do ex-presidente Lula pela Corte, para que o Supremo possa "rediscutir regra de prisão, seria, na verdade, apequenar o STF", em alusão a alguns rumores de que a Corte venha se reunir para pautar novamente a manutenção ou não da possibilidade de prisão e segunda instância, o que, se houver uma mudança nessa jurisprudência, poderia acabar favorecendo o ex-presidente petista.

Porém, após a divulgação das palavras da presidente do Supremo, Cármen Lúcia, a ministra acabou recebendo muitas críticas por parte de petistas inconformados com a postura adotada pela magistrada. Alguns aliados de Lula chegaram a afirmar que o que teria "apequenado" o Supremo, seria a conivência com o golpe, o que teria tornado a Corte "coveiro da Constituição Federal e não o guardião, além de alguns ministros se tornarem parte do departamento jurídico da Rede Globo", conforme se expressou o deputado federal petista Wadih Damous.

Entretanto, a resposta do Supremo teria sido contundente, de acordo com a divulgação da imprensa, no caso, através de uma colunista do jornal "Folha de S. Paulo", "se existir alguma chance de que o Supremo Tribunal Federal soltar Lula, caso ele venha a ser preso, a mesma chance pode desaparecer, se a legenda petista continuar proferindo ataques, subindo o tom das críticas contra o Judiciário brasileiro".