Nesta última segunda-feira (15), o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores esteve reunido no período da manhã com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Após o término, o desembargador se dirigiu à Procuradoria-geral da República (PGR) para encontrar-se com Raquel Dodge.

Ocorre que Thompson Flores foi ao encontro das autoridades para descrever a sensação de insegurança a que os magistrados do TRF-4 estão sendo submetidos.

Em detalhes, foi esclarecido que o Tribunal e os desembargadores da 8ª Turma, Leandro Paulsen, Victor Laus e o relator, João Pedro Gebran Neto estão sendo alvos de graves ameaças. Os ataques estão sendo realizados através de telefonemas, internet ou cartas, sinalizadas aos mesmos.

Os magistrados serão os julgadores da apelação de Lula. O petista revelou descontentamento para com a condenação proferida em primeira instância, pelo juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, que ocorreu na 13ª Vara Criminal de Curitiba, no Paraná.

A pena foi fixada em nove anos e seis meses de prisão, pela atuação nos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O grupo de operação tática da Polícia Federal (PF) já assumiu o controle da situação e mantém as investigações em sigilo absoluto para não atrapalhar a apuração dos fatos, e naturalmente, descobrirem os autores dos ataques. De toda sorte, o presidente suspendeu em absoluto os prazos processuais e o expediente do próximo dia 24, data que acontecerá o julgamento de Lula.

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Governo

No entanto, mesmo com a PF no caso, Thompson Flores achou conveniente expor a situação ao Supremo e a Procuradoria, uma vez que, antecipou ao acolhimento do plano estratégico elaborado pela própria segurança pública de Porto Alegre (RS). Também será mobilizado por iniciativa da Brigada Militar (BM) os policiais das cidades vizinhas interioranas para ajudar a conter as multidões desenfreadas, as quais poderão causar tumulto no horário ou após o evento.

Sendo assim, o desembargador se comprometeu a usufruir dos meios necessários, os quais estão ao alcance do Tribunal, para amenizar um possível conflito entre os movimentos sociais. Em uma ação conjunta entre o subcomandante da BM e o Secretário Estadual de Segurança, sinalizam que ainda serão escalados os policiais do Batalhão de Operação Especial, os de Santa Maria e Passo Fundo, além dos próprios oficiais do Comando de Policiamento e rondas de Porto Alegre.

Os procedimentos serão para garantir a integridade física dos magistrados e os cidadãos brasileiros, no dia do julgamento.

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