"Bolsomico" é o título da marchinha de Carnaval composta e gravada pela Orquestra Royal. O grupo mineiro postou vídeo da música em sua página no Facebook, no dia 8 de janeiro. Nesta quinta (11), o post já contava com mais de 470 mil visualizações, 13 mil compartilhamentos e mais de 2500 comentários. "Tem que ter QI de mico. Pra ficar lambendo bota de milico. Cérebro de periquito. Pra chamar esse boçal de mito", diz a primeira estrofe da letra.

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Que segue: "Memória de tanajura. Pra dizer que nunca houve ditadura. Cabeça de camarão. Pra querer voltar pros tempos da inquisição".

No refrão, sobrou até para o atual administrador da cidade de São Paulo: "É melhor Jair. Já ir embora. Sair correndo para a aula de história. É melhor Jair. Já ir embora. E leve o prefeito Doria". O MBL (Movimento Brasil Livre), Marcelo Crivela, prefeito do Rio de Janeiro, e o ex-ator de filmes pornográficos Alexandre Frota também são citados.

Fãs revoltados do presidenciável do PSL (Partido Social Liberal) são parte da engrenagem que contribui para a evolução dos números.

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Seja por conta de protestos expostos em perfis pessoais, páginas críticas a bolsonaro ou por distribuírem o link em redes sociais, via aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram.

A página "Luto É Verbo!", que postou o vídeo, é uma das que vem recebendo esse tipo de manifestação indignada. O fato chegou a ser comemorado em tom irônico. "Pessoal fã do miCo, por favor, não parem de vim aqui comentar.

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Quanto mais movimentação, mais o algoritimo do Facebook favorece a visibilidade da página. Muitíssimo obrigado pela colaboração! Está tudo saindo como o previsto. #Gratidão", escreveram na postagem.

A Orquestra Royal, de Belo Horizonte, vem lançado desde 2012 marchinhas de tom satírico. Naquele ano, o alvo foi o então presidente da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, Léo Burgues. O político, filiado ao PSDB, foi "presenteado" com a composição "Coxinha da madrasta", que faz referência aos escândalos envolvendo o vereador, como o da compa de coxinhas na empresa de madrasta dele, ao custo mensal de R$ 1.500,00.

O advogado de Burgues chegou a ligar para o compositor Flávio Henrique "aconselhado-o" a retirar a música das redes sociais. O efeito acabou sendo oposto do que talvez pretendesse o político e a marcha ganhou ainda mais repercussão, na internet e no Carnaval de Belo Horizonte. Caso semelhante ao que está acontecendo com a música "Bolsomico", devido à repecussão alimentada pelos admiradores de Jair Bolsonaro.

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