Há quase trinta anos na política, Jair bolsonaro ainda não é conhecido pela sua contribuição na sociedade, levando-se em consideração que não tem projetos aprovados pela Câmara. Entretanto, este fato não muda a popularidade que o político conquistou em plena crise política. Em uma época que todos estavam enraivecidos por diversos problemas sociais, Bolsonaro surgiu para brigar com os opositores, construindo uma imagem de político de vida transparente e perfeita.

A perfeição e diferença que o deputado alega ter em relação aos seus algozes acabou caindo por terra no dia 8 de janeiro, quando A Folha fez uma reportagem especial que mostrou o enriquecimento do deputado e seus filhos que atuam na política, bem como outras denúncias.

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Dentre elas, a contratação de uma suposta funcionária fantasma, uma faxineira, que trabalharia para o seu gabinete.

O fato de receber e confirmar o recebimento de auxilio-moradia, mesmo vivendo em seu próprio apartamento, mostrou aos próprios seguidores do deputado que ele não é tão diferente dos adversários.

Demonstrando irritação com a reportagem, o deputado disse que usava o auxilio-moradia para “comer gente” e questionou os repórteres, perguntando se eles achavam que ele deveria ganhar apenas um salário mínimo. Ele ainda disse demonstrou que se realizar o sonho de se tornar presidente, prejudicaria a imprensa para não falar mais dele, recusando-se a falar com repórteres e cortando uma suposta verba que ele afirma ser paga pelo governo aos sites, jornais e revistas do país. Para evitar acusações de que a entrevista não era verídica, O Globo disponibilizou as imagens da mesma na integra em seu canal do Youtube.

Assista à entrevista completa:

Em meio a esta polêmica e tantas outras do passado, que envolvem a intolerância contra gays e machismo, o deputado declarou nesta quarta-feira, 24, que não sairia às ruas para manifestar-se a favor da condenação de Lula [VIDEO], pois temia que fosse alvo de agressões por parte de quem não concorda com sua visão de mundo.

O deputado, considerado contraditório por cientistas políticos, já declarou que sonegava impostos e que desejava uma guerra civil para matar pelo menos 30 mil pessoas no Brasil, a começar pelo ex-presidente FHC. Também disse, dentre outras coisas, que para um filho não se tornar gay, precisa apanhar. As declarações foram negadas pelo parlamentar posteriormente, mas as imagens ficaram registradas em uma terra de ninguém chamada internet. Vale lembrar que existem declarações na internet de Bolsonaro defendendo Lula, fato negado pelo parlamentar.

Veja os vídeos: