O presidente Michel Temer [VIDEO] foi surpreendido com uma correspondência não muito agradável vinda do Supremo Tribunal Federal (STF). A carta foi entregue nesta última quarta-feira (03) e está assinada pela ministra e presidente da Corte, Cármen Lúcia [VIDEO].

Mesmo se dirigindo ao presidente com muito respeito e honraria, a ministra levou a ele um assunto que pode complicar e muito a sua vida. Foi encaminhado para Temer uma lista com inúmeras perguntas da Polícia Federal (PF) que deverão ser respondidas num prazo determinado.

O conteúdo das perguntas é sobre uma investigação poderosa que está em curso sobre suspeitas de favorecimento indevido ao setor portuário.

Podemos dizer que é um tipo de interrogatório, onde Temer terá que explicar o motivo do decreto presidencial que mudou as regras de concessões das áreas dos portos.

A situação do peemedebista é preocupante, já que as mudanças favoreceram atuais empresas concessionárias. O prazo de contrato para elas foi aumentado em 10 anos, podendo ser prorrogado para muito mais ainda.

Nas perguntas da PF, existe uma certa suspeita de que Temer teria sido beneficiado com dinheiro de propina. O responsável em elaborar todas as perguntas é o delegado Cleyber Malta Lopes. Além do presidente, existem muitos outros parlamentares envolvidos, principalmente os seus aliados. Um deles é o ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures, que foi flagrado há alguns meses com R$ 500 mil em uma mala, que seria entregue à JBS.

Denúncia

As denúncias contra o presidente vieram da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Uma delas é por recebimento de dinheiro irregular e outra por esquema criminoso de corrupção. Essas duas foram barradas na Câmara dos Deputados, porém, a terceira pode dar muita dor de cabeça para ele.

O STF deu o prazo de 15 dias para o presidente responder às perguntas sobre o caso dos portos e dessa forma, o inquérito caminhará para a fase final.

Questionamentos fortes

As perguntas mais contundentes estão mais para o final. A PF quer saber se Temer recebeu algum tipo de caixa dois ou doação para que pudesse publicar o decreto presidencial beneficiando algumas empresas.

Temer deverá falar também pelos seus aliados e qualquer divergência poderá ser fatal. A PF quer saber se o presidente tomou alguma providência ao perceber erros nas concessões e pede para ele detalhar todas as circunstâncias envolvidas no processo.

A empresa Rodrimar pode ter sido uma das mais beneficiadas e existia uma grande relação do Governo com ela.

Temer nega qualquer ato ilícito.