A situação criminal envolvendo o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, acabou ganhando "contornos" de desespero para o próprio ex-mandatário petista e muitos de seus correligionários. A forte tensão enfrentada pelo petista, devido à iminência de que uma decretação de prisão seja pedida pela Justiça, além de derrotas sucessivas em tribunais Superiores, após a condenação relativa ao processo de aquisição do apartamento de luxo tríplex, do Guarujá, cuja sentença foi proferida pelo juiz Sérgio Moro, em primeira instância, parece ter elevado a "temperatura" política no país.

Vale ressaltar que após ser condenado em primeiro grau pelo juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato [VIDEO], a partir da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, o processo de Lula teve a confirmação da sentença também em segunda instância, através dos votos unânimes por parte de três desembargadores federais, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Tentativa de saída via Supremo

Ao tentar que fosse acatado através do Superior Tribunal de Justiça (STJ), um pedido de habeas corpus, por meio de seus advogados,a petição foi rejeitada no STJ. A defesa de Lula lembrou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, havia argumentado que encaminharia o seu voto em um novo julgamento para uma "mudança de entendimento", em relação à atual jurisprudência, de modo que pudesse permitir que a execução de pena de um condenado somente se tornasse possível, após o esgotamento de todos os recursos na última instância da Justiça, em se tratando do STF.

Entretanto, a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, já afirmou, durante coletiva de imprensa, que não irá pautar esse tema tão "espinhoso" neste mês de fevereiro na Suprema Corte brasileira.

Vale ainda lembrar que essa determinação da magistrada também poderá se fazer valer para o mês de março.

A "esperança" de advogados do ex-presidente Lula ressurge sob o ministro Gilmar Mendes. O mesmo que já se posicionou favoravelmente à mudança de postura, em relação a esse assunto, deu demonstrações de que discorda que ocorram prisões de condenados, após todos os recursos apresentados e rejeitados em segunda instância. Alguns defensores de Lula afirmam que decisões de outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), seguem um entendimento de que não se deve embasar as decisões por meio do julgamento desse tema no Plenário do STF, ainda no ano de 2016 e que uma nova votação se tornasse necessária, principalmente, após rumores de que Gilmar Mendes possa mudar o seu voto, o que acabaria beneficiando o ex-presidente Lula.