A Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, cuja sede em primeira instância, possui trabalhos desenvolvidos a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, atravessou momentos inusitados e, até mesmo, inesperados, em se tratando do dia a dia dos presos detidos no Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, em relação a maior operação de combate à Corrupção na história contemporânea da história brasileira e uma das maiores operações anticorrupção já desencadeadas em todo o mundo.

Vale ressaltar que a força-tarefa da Operação Lava Jato é conduzida em primeira instância, pelo juiz federal Sérgio Moro.

O magistrado paranaense é considerado um dos maiores símbolos do combate à corrupção no país, sendo reconhecido por parcela majoritária e expressiva da população e sociedade civil organizada brasileira. Vale lembrar que uma das principais figuras políticas que respondem a acusações de corrupção e está condenado em um dos processos de investigação no âmbito da fora-tarefa da Lava Jato, é o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva.

Cotidiano dos presos da Operação Lava Jato

Um dos momentos que retratam o cotidiano de presos da Operação Lava Jato envolve a advogada Isabel Kugler Mendes. A advogada de oitenta anos de idade é presidente do Conselho da Comunidade de Curitiba, um órgão de defesa dos direitos humanos, que realiza todo um trabalho de fiscalização do hospital do Complexo Médico Penal da capital paranaense.

A advogada Isabel, costumeiramente, faz visitas a alas do hospital, onde se encontram doentes psiquiátricos, além do setor destinado às grávidas e idosos.

Entretanto, há uma área específica de todo o complexo, um pavilhão com 32 celas em que estão os presos da Operação Lava Jato. A advogada, que sempre destinou seu trabalho à proteção de presos do Complexo Médico Penal de Pinhais, também atuou firmemente em defesa dos presos da mais famosa operação anticorrupção do Brasil. Os agentes federais sempre fiscalizaram, de modo eficaz e rotineiro, a entrada de comidas nas celas. Foram confiscadas e proibidas de entrar castanhas e frutas cristalizadas que são consideradas exóticas, além de barras de chocolates finos da Suíça.

A atuação da advogada Isabel Kugler Mendes foi considerada de extrema importância, para que se conseguisse a liberação de chocolates suíços aos presos da Operação Lava Jato. Ela chegou a enviar um forte questionamento à direção do presídio. Isabel Kugler indagou contundentemente, se são permitidas duas barras de chocolate por preso, o que importaria, em relação ao lugar em que elas sejam feitas, em alusão à não permissão de chocolates importados aos presos da Lava Jato, que são de famílias de alto poder aquisitivo. Ao final, o resultado do questionamento encaminhado à direção do presídio acarretou que os presos conseguissem a liberação dos chocolates importados para consumo próprio.