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Juntamente com seus três filhos, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), provável candidato à Presidência da República em 2018, possuem ao todo 13 imóveis em regiões nobres do Rio de Janeiro, como a Barra da Tijuca, Copacabana e Urca. Em levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo em cartórios do Rio de Janeiro, foi identificado que os principais imóveis comprados pela família de Bolsonaro desde 2008 apresentaram preço de aquisição bem abaixo que realmente valiam na época da compra.

Em caso curioso, uma então proprietária de uma casa na Barra da Tijuca vendeu o imóvel para bolsonaro com um prejuízo de R$ 180 mil em relação ao valor que havia pago no mesmo imóvel apenas quatro meses antes.

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O patrimônio de Jair Bolsonaro ainda conta com carros de valor entre R$ 45 mil e R$ 105 mil, títulos públicos no valor de R$ 1,7 milhão, além de um jet-ski.

A quantidade de bens declarados hoje em dia pelo deputado mostra uma situação bem diferente de quando ele entrou para a política em 1988. Bolsonaro era proprietário de apenas dois lotes de pequeno valor na região de Resende (RJ), com valor estimado em cerca de R$ 10 mil na cotação de hoje e um Fiat Panorama, além de uma moto.

Cerca de 10 anos atrás, em 2008, a família de Jair Bolsonaro afirmava para a Justiça Eleitoral que seu patrimônio girava em torno de R$ 1 milhão, sendo que constava apenas três imóveis na declaração, bem diferente dos 13 atuais.

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Entre os principais imóveis do deputado, um está na Barra da Tijuca e outro em na Avenida Lúcio Costa, duas das áreas mais valorizadas do Rio de Janeiro. Os documentos referentes à compra dos imóveis mostram que um foi comprado pelo valor de R$ 400 mil em 2009, e outro por R$ 500 mil no ano de 2012.

Suspeita de lavagem de dinheiro

Existe a suspeita de que a casa que o deputado federal vive no Rio de Janeiro tem alguma ligação com lavagem de dinheiro. Isso segundo os critérios do Ministério da Fazenda e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci). O imóvel foi comprado pela empresa Comunicativa-2003 Eventos, Promoções e Participações em 2008 pelo valor de R$ 580 mil. Porém, o imóvel foi repassado para Bolsonaro quatro meses depois por um valor 31% menor que o da aquisição.

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A responsável pela empresa, Marta Maia, explicou que estava precisando se desfazer do imóvel rapidamente, para que pudesse adquirir outro, assim aceitou vendê-lo por um valor bem abaixo. Segundo a Cofeci, a fraude poderia estar numa prática comum do mercado imobiliário, que consiste em colocar nos documentos da casa um valor bem abaixo da realidade, para que diminua o montante pago em impostos. Neste caso, registra-se um valor baixo na aquisição e depois ocorre um pagamento por fora.

O deputado recebe mensalmente um salário líquido em torno de R$ 24 mil, além de cerca de R$ 5.600 referentes ao cargo de capitão de reserva do Exército.