O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, teve uma surpresa ao ser transferido em caráter de urgência da cadeia pública José Frederico Marques, no Rio de Janeiro, para o Complexo Médico-Penal que fica Região Metropolitana de Curitiba.

A decisão foi do juiz federal Sérgio Moro contra as regalias que o ex-governador estaria recebendo no Rio de Janeiro e não deixa de ser também uma afronta contra a "proteção" do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que sempre tomou medidas em favor dos desejos de Cabral.

O juiz Marcelo Bretas já havia pedido a transferência do ex-governador para o presídio federal, mas Mendes o impediu sair do Rio.

Dessa vez, ele terá que se opor às decisões de Sérgio Moro.

Conforme informações de criminalistas do STF, eles têm quase certeza de que o ministro Gilmar Mendes [VIDEO] vai se posicionar contra o juiz da Lava Jato. A defesa de Cabral está aguardando o ministro voltar do recesso para entrar com o pedido de retorno do detento para o Rio. Os advogados do ex-governador sabem que se o pedido for feito agora, a ministra e presidente da Corte, Cármen Lúcia, será quem vai julgar o caso e isso pode ser algo ruim para o detento. A defesa do ex-governador confia nas "boas intenções" de Gilmar Mendes e aguarda ansiosa a volta do ministro.

Desafio

Muitos comentam que a decisão de Moro foi uma afronta a Mendes. Ele estaria furioso com o fato, pois não aceita um juiz de instância inferior dar a última palavra.

Moro teve uma atitude forte e mostrou ao preso que ele não pode escolher presídio e sim cumprir a sua pena.

O ministro da Corte tem sido um "adversário" da Lava Jato. Ele afirmou que se baseia apenas na Constituição, mas tem sido alvo de revolta por suas decisões de soltar réus da Lava Jato. Um abaixo-assinado busca juntar 3 milhões de assinaturas para tentar o impeachment dele. E o número está perto de ser alcançado.

Escravo

Sérgio Cabral ficou totalmente irritado com a forma que foi tratado pela Justiça. Ele foi algemado e teve corrente nos pés e declarou que isso era feito apenas com os escravos.

O deputado petista Wadih Damous ficou estarrecido com a forma de tratamento que Cabral sofreu e chamou os investigadores da Lava Jato de "fascistas".

A grande preocupação do deputado é com o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que está próximo. Estaria ele com medo de Lula ter o mesmo tratamento? Para o deputado petista [VIDEO], Cabral deveria ser tratado melhor.