O julgamento que envolve processo de condenação em primeira instância, referente à situação do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, consolida-se, através da proximidade para que haja um "desfecho", considerado até mesmo, decisivo e acaba acarretando a expressão de diversas opiniões, em se tratando do meio político e jurídico no Brasil, além de artistas de renome e diversas autoridades.

Entretanto, quando se repercute intensamente, seja por meio das redes sociais ou através de entrevistas concedidas à imprensa brasileira e internacional, provenientes de ministros que fazem parte da mais alta Corte de Justiça do país; o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], as coisas, no entanto, tendem a mudar de figura e atrair inteiramente a sociedade civil organizada.

Nesse espectro, alguns dos ministros membros integrantes da Suprema Corte brasileira, se expressaram sobre a situação que circunda o cenário que permeia a realidade nacional, seja com a condenação ou absolvição do ex-mandatário petista.

Ministros do Supremo expressam opiniões sobre julgamento de Lula

Embora o ministros do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, tenha se expressado ao afirmar, durante uma entrevista exclusiva realizada recentemente, que "a lei vale para todos", exatamente às vésperas do julgamento do ex-presidente Lula, outros magistrados da Suprema Corte decidiram se manifestar, sob a condição de anonimato.

As palavras do ministro Marco Aurélio se referem ao processo de Lula, que culminou na sentença proferida pelo juiz de primeiro grau, Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato, ao decidir que Lula seja condenado pela aquisição de um imóvel praieiro em uma das regiões mais bem valorizadas do litoral sul do estado de São Paulo.

O petista teria angariado o imóvel, através de dinheiro ilegal proveniente dos cofres públicos da Petrobrás, por intermédio de empreiteiras envolvidas no mega esquema de Corrupção que se desenvolveu na maior estatal do país. Caberá ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em decidir se acata a decisão de Moro, favorável à condenação de Lula e consequentemente, inelegibilidade e prisão do petista, ou se os três desembargadores federais, poderão, modificar a sentença, até mesmo absolvendo o petista.

O ministro Marco Aurélio afirmou ainda, que espera que a Constituição Federal prevaleça no Brasil e que a ordem jurídica seja fundamental, através de uma atuação que venha cobrar a respeito de eventuais desvios de conduta. Porém, outros três ministros da Corte divergem entre si, ao comentar, de modo reservado, a situação de Lula. Eles convergem num ponto, em relação à provável condenação do ex-presidente no TRF4. Entretanto, divergem sobre possíveis cenários, após uma condenação em segunda instância.

Um dos ministros do STF disse reservadamente, que caso Lula seja condenado, o petista deverá ser preso em algum determinado momento. Um magistrado da Corte acredita que Lula não poderá voltar ao Palácio do Planalto. Um outro ministro da Suprema Corte, afirmou que em seu entendimento, que as ações penais que envolvem Lila seriam suspensas, se ele vier a vencer a disputa eleitoral, já que poderiam ser considerados fatos "estranhos" a um novo mandato presidencial. as divergências foram postas à mesa e o futuro político e criminal de Lula e também o cenário do país, continuam, de certa forma, incertos.