O Ministério Público Federal, por meio de um de seus principais nomes, o procurador da República e coordenador-geral da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato [VIDEO], Deltan Dallagnol, se pronunciou enfaticamente a respeito de um processo aberto que se encontra tramitando no âmbito da Lava Jato que investiga a autenticidade ou não de recibos de pagamentos de aluguéis apresentados pela defesa do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a defesa do ex-mandatário petista, os recibos apresentados se referem a pagamentos de aluguéis de um imóvel, um apartamento vizinho ao do ex-presidente, localizado na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, região metropolitana da cidade de São Paulo.

O respectivo inquérito aberto pela força-tarefa apura a autenticidade de documentos fornecidos pela defesa do ex-presidente Lula, em se tratando do pagamento de supostos aluguéis pelo ex-mandatário e seus familiares.

Resposta do Ministério Público é categórica

As alegações finais do Ministério Público Federal foram entregues na noite desta quinta-feira (11), em se tratando da definição a respeito da autenticidade dos recibos de aluguéis apresentados pela defesa de Lula O documento contendo a alegação conclusiva do Ministério Público, inclusive, com a assinatura do procurador e coordenador-geral da Lava Jato, Deltan Dallagnol, foi enfático ao afirmar que os recibos fornecidos por Lula são considerados "ideologicamente falsos". Deltan e o MPF foram ainda mais longe ao classificar defesa de Lula como "insistente e precária".

De acordo com os procuradores federais, "em razão do farto acerto probatório que pôde atestar a ausência de uma relação locatícia que fosse considerada real, de ser explicitado o óbvio, ou seja, em resposta à tentativa ocorrida, de modo insistente e precário, da defesa em provar a existência de pagamentos, única e de modo exclusivo, ao invocar a força de caráter probatório atribuído pela lei civil, em se tratando de recibos de pagamentos, ou seja, documentos falsos ideologicamente que não reúnem prova de pagamento ou mesmo de quitação".

O Ministério Público Federal considera ainda que a ocorrência de apresentação de recibos falsos somente confirma "matizes criminosos" de atos que a defesa do ex-presidente Lula estaria tentando "em vão, lastrear". Já os defensores do petista afirmaram que "o MPF estaria abusando do direito de acusar e que Lula não teria praticado nenhum tipo de ato ilícito, seja antes, durante ou depois de exercer o cargo de presidente da República".