O desembargador que presidiu a Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4) [VIDEO], Leandro Paulsen, foi categórico em suas análises a respeito do julgamento que culminou na confirmação da condenação em um dos processos que responde o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Paulsen foi um do três desembargadores federais que puderam julgar a sentença que havia sido proclamada, a partir da primeira instância da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba e conduzida pelo juiz Sérgio Moro, que resultou na condenação do ex-mandatário petista, por práticas de crimes de "colarinho branco", em se tratando de Corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito das investigações que são parte da maior operação anticorrupção em toda a história do República brasileira e uma das maiores no mundo, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Leandro Paulsen, assim como os outros dois desembargadores na Corte de segunda instância [VIDEO], o relator da Lava Jato, João Pedro Gebran Neto e o magistrado Victor dos Santos Laus, não somente confirmaram a sentença do juiz federal Sérgio Moro, mas aumentaram a pena de Lula, para doze anos e um mês em regime prisional fechado, após a apresentação de recursos pela defesa, no que tange aos denominados "embargos de declaração".

Celeridade no julgamento dos processos da Operação Lava Jato

Leandro Paulsen, que é magistrado presidente da Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), que tem como sede a cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. Durante a proclamação de sua voto pela condenação do ex-presidente Lula, o desembargador Leandro Paulsen afirmou que a Corte de Apelação ou Tribunal de segunda instância, teria sido "extremamente criterioso" com o ex-presidente da República, assim como o juiz Sérgio Moro também tivesse atuado desse modo, com análise técnica minuciosa e imparcial.

Vale ressaltar que em primeiro grau e com a confirmação em segundo grau, Lula foi condenado no caso referente à aquisição do imóvel luxuoso tríplex do Guarujá, conforme é conhecido o apartamento fruto de dinheiro de propinas por meio de grandes construtoras do Brasil que acarretaram a "sangria" dos cofres públicos da maior empresa pública do país; a Petrobrás. Ainda de acordo com o processo que envolve o ex-presidente Lula, o petista teria sido beneficiário pelo recebimento de aproximadamente R$ 2,2 milhões em valores correspondentes a propinas. A contrapartida ocorreu através de distribuição de propinas provenientes da empreiteira OAS, por meio de contratos na obra da Refinaria Abreu e Lima, no estado de Pernambuco.