O ex-deputado presidiário, Eduardo Cunha (MDB-RJ), sofreu mais uma derrota na Justiça na última sexta-feira (26) à noite. O ex-presidente da Câmara dos Deputados teve um habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal de Justiça [VIDEO] (STJ), por ordem de seu vice-presidente, Humberto Martins. O correligionário de Michel Temer solicitava que uma ação penal contra ele fosse suspensa.

Eduardo Cunha está preso desde outubro de 2016, no âmbito da Operação Lava Jato. Como argumento para o pedido da defesa, foi alegado que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) negou a solicitação de quase 50 diligências e acelerou o processo, o encaminhando rapidamente a fase de alegações finais.

No despacho do vice-presidente do STJ, foi alegado que o juiz de primeira instância responsável pelo caso, Sérgio Moro, achou desnecessárias as diligências.

Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses em regime fechado por Moro, em março de 2017. A corte de apelação, 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, o mesmo colegiado que aumentou a pena de Lula [VIDEO], diminuiu a de Eduardo Cunha em dez meses. Após análise em segunda instâncias, os desembargadores determinaram que o ex-deputado presidiário deve cumprir 14 anos e seis meses de prisão.