Um dos três desembargadores federais do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4) [VIDEO], de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, se manifestou, durante sua explanação, a respeito do seu voto de confirmação da condenação imposta ao ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva. Vale lembrar que o ex-presidente Lula havia sido condenado em primeiro grau, pelo juiz Sérgio Moro, a uma pena de nove anos e meio de prisão em regime fechado, em face às acusações referentes à propriedade do apartamento de luxo tríplex do Guarujá, obtido por meio de recursos ilegais oriundos dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras, através de distribuição de propinas provenientes de empreiteiras envolvidas no mega esquema de Corrupção do "Petrolão".

O petista foi condenado pela prática de crimes de "colarinho branco", como lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

As acusações que pesaram contra o ex-mandatário petista ocorreram no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, considerada a mair operação anticorrupção em toda a história do Brasil e reconhecida como uma das maiores operações de combate a crimes de corrupção do "colarinho branco" em todo o mundo. A força-tarefa de investigação sediada em primeira instância, na décima terceira Vara Criminal Federal da Justiça de Curitiba, no Paraná, é conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro.

Já na Corte de Apelação ou Tribunal de segunda instância, em se tratando do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), em mais uma derrota fragorosa à defesa do ex-mandatário petista, além da confirmação da sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro, a pena imposta ao petista foi aumentada, o que totalizou doze anos e um mês de prisão.

Resposta enfática à defesa de Lula

O presidente da Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRf4), desembargador Leandro Paulsen foi contundente, ao afirmar que a Corte de segunda instância atuou de modo técnico, ao classificar que a Corte foi "extremamente criteriosa" com o ex-presidente Lula, conforme a própria atuação do juiz de primeiro grau, em se tratando do juiz Sérgio Moro. O desembargador Leandro Pausen foi ainda mais longe, ao rebater as afirmações da defesa de Lula, ao ressaltar que setenta e um foram os crimes imputados ao ex-mandatário petista e o magistrado de primeiro grau (Sérgio Moro), que está longe de ser excessivamente de caráter duro ou severo e acolheu dois crimes, conforme o que este Tribunal também o fez.

Leandro Pausen apontou ainda toda a solidez das provas inerentes ao processo, embora ocorressem ataques muito duros por parte da defesa do ex-presidente Lula. O desembargador federal considerou que possuem provas que não deixam qualquer margem de dúvida quanto à culpabilidade do petista, não apenas em relação aos depoimentos e acordos de delação premiada, mas também, devido às provas materiais que corroboram para isso.