O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do processo que envolve Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segunda instância, passou mais de 3 horas, na manhã desta quarta-feira (24), explicando o seu voto, que foi a favor da pena já dada pelo juiz federal Sérgio Moro, no caso tríplex do Guarujá (SP). O desembargador afirmou, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS), que Lula é culpado e esteve participando nos casos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro vindos da OAS.

De acordo com o magistrado, o petista, inclusive, encabeçou os esquemas de propinas envolvendo mais empresas, principalmente com os recursos da Petrobras. [VIDEO] Antes, Lula tinha sido condenado a cumprir 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes que cometeu, mas João Pedro Gebran Neto, em seu voto, aumentou essa pena ao petista para 12 anos e 1 mês de prisão.

Ele deixou bem claro que o ex-presidente tem que pagar pelos crimes que cometeu em regime fechado, inicialmente [VIDEO]. Além disso, o magistrado também deu 280 dias de multa para o ex-presidente, que foi visto entrando no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Paulo, na manhã desta quarta, para acompanhar, de lá, o julgamento [VIDEO] pela 8ª turma do TRF.

‘A culpa de Lula aumenta por cometer os crimes enquanto presidente da República’

João Pedro Gebran disse que a culpabilidade de Luiz Inácio fica maior pelo fato de ele ter cometido os crimes enquanto estava no cargo mais importante e poderoso do Brasil. “Há culpabilidade elevada por se tratar de um ex-presidente da República”, disse o relator do processo em segunda instância. O julgamento está sendo realizado em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Mais à frente, o magistrado comentou que Lula foi um dos grandes responsáveis por colocar em xeque a estabilidade econômica do Brasil, enquanto estava como presidente e participando de esquema de corrupção já confirmado. De acordo com Gebran, as provas que se têm sobre o caso envolvendo Lula, o tríplex e a OAS são verídicas. “Afirmativo, sobre provas acima do razoável de que o apartamento do tríplex desde o início foi reservado para o sr. Luiz da Silva”, afirmou o magistrado em seu voto.

Além das provas de que o apartamento seria de fato destinado ao ex-presidente, o magistrado também citou outras provas que contém evidências de que o ex-presidente teria pedido reformas no tríplex, compra de utensílios e da cozinha e que foram as obras foram feitas para beneficiar o líder petista, que iria usar o imóvel de veraneio e pediu para que algumas coisas fossem modificadas e atendessem aos seus desejos.