Um encontro a ser realizado na próxima quarta-feira (10) está repercutindo intensamente no meio jurídico e também político. Trata-se de uma reunião entre a presidente da mais alta Corte do Poder Judiciário brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], ministra Cármen Lúcia, e o atual chefe da Polícia Federal [VIDEO], Fernando Segóvia. Até então, uma reunião agendada entre chefes de instituições da República seria algo completamente normal e protocolar, se não fosse o principal assunto a ser debatido no encontro.

O tema que virá à tona se refere à morte do então ministro da Suprema Corte e ex-relator da Operação Lava Jato, no Supremo, Teori Zavascki.

O encontro entre o diretor-geral da Polícia Federal e a presidente do Supremo Tribunal Federal está agendado às 10h30 horas da manhã da próxima quarta-feira (10).

Prosseguimento das investigações sobre acidente aéreo que vitimou Teori Zavascki

O assunto a ser abordado entre Cármen Lúcia e Fernando Segóvia se refere ao trágico acidente aéreo que vitimou o então ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da Operação Lava Jato, na Corte, Teori Zavascki. A tragédia ocorreu há cerca de um ano atrás, em janeiro do ano passado. Além da morte de Teori, também faleceram mais quatro pessoas.

Entretanto, de acordo com as investigações, não teriam surgido evidências ou mesmo provas de que tivesse ocorrido algum tipo de falha mecânica ou humana que poderia ter sido evitada, antes mesmo que a aeronave alçasse voo.

Outra constatação apresentada por peritos criminais e investigadores federais é que não foram encontrados quaisquer provas relacionadas a vestígios de acarretassem alguma explosão a bordo ou que tivessem sido encontrados produtos químicos que favorecessem a existência de algum princípio de incêndio dentro do avião. O próprio resultado da investigação da Polícia Federal já foi antecipado até pela imprensa paulista, no caso, o jornal Folha de São Paulo.

Porém, vale ressaltar que desde o período em que ocorreu a queda da aeronave, os possíveis motivos que levaram ao acidente são investigados pelo Centro de prevenção de Acidentes da Aeronáutica, o Cenipa, além da Polícia Federal, na cidade de Angra dos Reis, região litorânea do estado do Rio de Janeiro, próximo a Paraty, local em que ocorreu a fatalidade. A pericia, com o intuito de dirimir todas as dúvidas, realizou ainda, exames nos corpos do piloto, do ministro e das outras vítimas, de modo que o inquérito aberto pudesse descartar qualquer tipo de anormalidade que ocasionasse o trágico acidente.

Outro fator preponderante durante a realização das investigações é que foram periciados os destroços da aeronave e os áudios de conversas entre o piloto e a torre de controle, que acabaram sendo recuperados no decorrer das investigações. Embora as apurações avançassem e não detectassem qualquer ação humana com o intuito criminoso de causar o acidente, ainda restam dúvidas em relação ao que poderia ter realmente acontecido, apesar de a Polícia Federal descartar qualquer tipo de sabotagem. Além de Teori Zavascki, morreram no acidente o dono do avião, empresário Carlos Alberto Filgueiras, a massoterapeuta Maíra Panas, sua mãe, Maria Hilda Panas Helatczuk e o piloto da aeronave, Osmar Rodrigues.