Segundo informações [VIDEO]no site da UOL, o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, disse em entrevista recente que o país não ficará abalado se o também ex-presidente Lula for condenado. Ao ser perguntado há um mês da condenação a partir do julgamento de um recurso de Lula no TRF, se o país sentiria algum impacto imediato, o ex-presidente [VIDEO]foi enfático, afirmando que do ponto de vista do país, sempre seria ruim.

Ele ressalta, no entanto, que mesmo sendo ruim para o país e sua memória, não acredita que o Brasil vai "tremer" em função dessa condenação. Segundo FHC, o partido de Lula, o PT (Partido dos Trabalhadores), tem sua estratégia de perseguição sistemática, mas, se confirmada a condenação do ex-presidente, devem aceitar o fato.

FHC comenta sobre as pesquisas que apontam Lula como o favorito na eleição

Ao ser perguntado sobre o primeiro lugar nas pesquisas ocupado por Lula, FHC dá o exemplo do Peru, onde o fujimorismo é bastante forte até os dias de hoje. Fujimori esteve preso porque recebeu indulto humanitário no dia 24, concedido pelo presidente Pedro Pablo Kuczynski. Diz ser curioso observar que nos países como o Brasil, que tem um nível de educação muito baixa, e onde as pessoas são bastante carentes, este fenômeno acaba se tornando comum. Aqueles que tiram a sensação dessas carências, muitas vezes, tem a permissão de não trilharem o caminho da ética.

Ainda, o ex-presidente FHC comenta que é muito pavoroso esse tipo de acontecimento, mas, infelizmente, é assim que funciona. Esse fenômeno se chama populismo, nos conceitos de Cardoso.

É a cultura que ainda vive nos países como o Brasil. Só que no Brasil, salientou o tucano, tem muito mais informação. Nos países que tem o regime parlamentarista há menos chances de isso acontecer, porque eles possuem um certo filtro.

Fernando Henrique, disse ainda, ao ser indagado que teria comentado que o PSDB teria que ter uma autocritica, que de algum modo, estão fazendo. Mudou sua direção, e na mudança, escolheu representantes responsáveis. Não que os antigos dirigentes não tivessem - o Senador Aécio Neves não seria um irresponsável, afirmou FHC.

"Aécio (Neves) fez muitas coisas boas para o partido", opinou FHC. "O partido, contudo, deve dar uma resposta: se um peessedebista errou, o problema será dele. O partido não deve apoiar os erros de um filiado. A Operação Lava Jato foi muito importante para a vida brasileira, isso não significa, que não há excessos dentro do processo", comentou o ex-presidente enquanto seguia seu relato. Ele ainda considera exagerada essa extrema vontade de uma espécie de vingança, criticando veementemente atitudes de parlamentares representantes do PSBD na Câmara e no Senado.

O representante do PSDB também foi perguntado do envolvimento de alguns políticos com empreiteiras e empresas dentro do partido. Fernando Henrique disse que esse é o ponto, pois, a Operação Lava Jato mostrou a cara do Brasil, e deixou todo mundo assustado. Foi montado um esquema político somente de propinas, não é um ou outro que teria roubado. É uma coisa bem mais grave do que uma simples resolução de quem roubou ou não.

Fernando Henrique Cardoso finalizou comentando que o PSDB não participou dessa rede de propinas. No caso do Estado de São Paulo teria acontecido um malfeito nas obras do Rodoanel (que também está sendo investigado), mas isso não é esquema do partido em si, afirmou o ex-presidente.