Há um ano, um grave Acidente aéreo tirou a vida do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, e suspeitas foram levantadas. Seria um homicídio? Teori estava a par de informações preciosas da Operação Lava Jato, já que ele era o relator no Supremo. O ministro estava preparado a homologar 77 delações da Odebrecht e em conversas privadas, havia falado que sabia o quanto cada político estava afundado no "mar da corrupção".

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Passado um ano da morte do ministro, as investigações ainda não deram o veredito final sobre o que motivou o acidente. O filho de Teori, o advogado Francisco Zavascki, disse que isso tem se tornado uma agonia para toda a família. Segundo Francisco, o seu pai sabia de muita coisa e ele não descarta um possível homicídio.

Em maio do ano passado, o advogado criticou tentativas do PMDB de brecar a Lava Jato.

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O partido ficou apavorado com a delação da JBS. Francisco chegou a pedir o impeachment de Michel Temer. Na concepção do advogado, mandaram matar o pai dele.

Investigações

As investigações ainda estão em curso e toda família do ministro aguarda ansiosa os resultados. A FAB (Força Aérea Brasileira) afirmou que o órgão responsável nesse tipo de apuração é a Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos).

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Governo

Francisco torce para que os resultados levem a crer que foi um acidente mesmo, pois a agonia é grande.

Segundo o advogado, o homicídio não pode ser descartado já que há muitas coincidências na época em que aconteceu a tragédia. Teori tinha em mãos a vida de políticos e eles poderiam fazer de tudo para evitarem perder os seus poderes.

O filho de Teori disse que ainda não se conformou com a morte do pai e quer acompanhar todo o processo de investigação de perto.

Supremo

Na Corte, Teori era um ponto de equilíbrio. As pressões políticas eram tantas e o ministro sabia ter paciência e contornava a situação com bastante harmonia. Os processos ficaram com o ministro Edson Fachin, que de acordo com Francisco, é uma ótima pessoa e excelente ministro.

Uma das coisas, porém, que incomoda o filho de Teori, são as tentativas do STF de mudar entendimentos já firmados, como o caso da condenação em segunda instância.

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Esses movimentos são estranhos e levantam dúvidas na Corte.

Francisco acredita que Fachin está vivendo as mesmas pressões que seu pai. A posição dele na Corte não é fácil e ele tem sido vencido em algumas votações que incluem um tipo de "panelinha" formado pelos ministros: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

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