Um dos mais destacados generais de alta patente do Exército brasileiro [VIDEO] e ministro-chefe do Gabinete se Segurança Institucional da Presidência da República [VIDEO], Sérgio Etchegoyen, se manifestou, de modo enfático, a respeito da situação que permeia a realidade para tão esperada e aguardada data de julgamento do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Vale lembrar que o ex-presidente da República deverá ser julgado no próximo dia 24 de janeiro, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS), que é a Corte de Apelação ou Tribunal de segunda instância, responsável por analisar a condenação dada ao petista de mais de nove anos e meio de prisão em regime fechado, além do pagamento de multas.

A sentença foi proferida pelo juiz federal Sérgio Moro, magistrado de primeira instância, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Vale ressaltar que o juiz Sérgio Moro é o magistrado responsável pelos julgamento no Paraná das ações propostas pela força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, que é considerada a maior operação anticorrupção já desencadeada no Brasil, além de ser reconhecida como uma das maiores em todo o mundo.

Relatos do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

A mobilização do universo político está cada vez mais aparente e demonstrada através de relatos nos bastidores em se tratando do cenário do julgamento do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Três desembargadores federais irão definir a situação criminal e política do ex-mandatário no próximo dia 24, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Se confirmada a condenação sentenciada pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula, além de inelegível, poderá enfrentar a decretação de prisão.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, fez relatos contundentes ao presidente Michel Temer a respeito da situação para a data do julgamento. De acordo com o militar, todo o esquema de segurança montado pelas forças locais do estado do Rio Grande do Sul pode assegurar uma ação semelhante a realizada em Curitiba durante os depoimentos de Lula ao juiz Sérgio Moro.

Os relatos de Etchegoyen a Michel Temer foram após ele ter almoçado com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. Sérgio Etchegoyen e Thompson Flores são considerados muito próximos. Alguns analistas de mercado acreditam que Lula será condenado por um placar de 3 a 0 ou 2 a 1, de acordo com os votos dos três desembargadores federais aptos a julgar o processo.