Na próxima semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será julgado em segunda instância pelos desembargadores Leandro Paulsen, Victor Laus e João Pedro Gebran Neto. A equipe do Tribunal Regional Federal, da 4ª Região, irá decidir o futuro do petista.

No entanto, há grandes manifestações previstas e movimentos como da CUT e MST em busca de ''salvar'' Lula. O julgamento que ocorrerá em Porto Alegre contará com a segurança pública do Estado e também foi necessário pedir o apoio de tropas federais. O general, comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas [VIDEO], se pronunciou sobre o assunto.

Segundo Villas Bôas, uma tropa das Forças Armadas não será mais necessária.

Para o general, a ação federal se tornaria ''inconstitucional'' por se tratar de apenas um julgamento de ex-presidente. Villas Bôas não estaria nada contente em colocar sua equipe para ajudar o Estado em possíveis falhas na segurança pública. Conforme o julgamento de Lula se aproxima, ameaças contra desembargadores surgem e a não utilização da força federal poderia prejudicar a segurança dos magistrados próximo ao prédio do tribunal

Para poder ''livrar'' as Forças Armadas do julgamento do próximo dia 24, Villas Bôas avaliou que a ação poderá ser feita perfeitamente pela Brigada Militar do Estado e citou que no Paraná deu certo. O general diz que no Rio Grande do Sul a segurança pública também irá se sobressair e conter quaisquer tipos de movimentos anti-democráticos, não sendo necessário o uso do Exército.

O ex-presidente Lula foi condenado em 9 anos e seis meses de detenção pelo juiz federal Sergio Moro, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. Agora, Lula será julgado em segunda instância e poderá se tornar inelegível, impossibilitado de participar das eleições para presidência deste ano. Petistas afirmaram que irão ficar de frente ao TRF-4 aguardando o resultado da votação. Os desembargadores responsáveis estariam sofrendo diversas ameaças [VIDEO] por telefone e internet e o caso aumenta o clima de tensão para o julgamento.

Villas Bôas não quer ajudar os Estados

Outra questão que estaria preocupando o general, é o fato do uso de tropas federais em diversos Estados brasileiros, abrindo caminho para o crime organizado. Ele cita que não é o objetivo das tropas em resolver problemas de segurança pública e que isso estaria apenas prejudicando a corporação.

O comandante do Exército citou que facções criminosas que dominam São Paulo e o Rio de Janeiro poderiam produzir ''filhotes'' contaminando membros do Exército.

Em relação as eleições presidenciais deste ano, o general estaria incomodado com a possibilidade das Forças Armadas serem exibidas como ''uso político''.