O julgamento do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocorrerá no próximo dia 24 de janeiro. Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região [VIDEO], em Porto Alegre (RS), tomarão a decisão referente ao futuro do ex-presidente. Lula poderá ficar inelegível, não concorrer as eleições presidenciais deste ano e ainda corre o sério risco de ir para a cadeia.

Com o julgamento próximo [VIDEO], movimentos como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) preparam caravanas para irem até Porto Alegre em frente ao tribunal. Os lulistas pretendem 'proteger o ex-presidente de uma decisão não favorável e estão desesperados com a possibilidade dele ser condenado em segunda instância.

Os ânimos estão à flor da pele e o Rio Grande do Sul espera a trupe de petistas com um forte esquema de segurança, contando com a participação da Polícia Federal, a segurança pública do Estado e até o uso das Forças Armadas.

Todo o esquema já estava montado, mas o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, tomou posição ao avaliar ser inconstitucional o envio de forças de segurança federais para o Estado. Segundo o general, o problema não seria o julgamento de Lula, mas, sim, da segurança pública de todo o Estado. O general disse que o Paraná teve garantias de segurança pública e com o Rio Grande do Sul isso não poderá ser diferente. Villas Bôas citou que a Brigada Militar gaúcha é competente o suficiente para atuar sozinha.

O tribunal que irá julgar Lula está sendo vítima de diversas ameaças e a utilização das Forças Armadas seria uma forma de conter a segurança ao redor do prédio.

Ao que tudo indica, o tribunal deverá maximizar as medidas de segurança sem a participação de forças federais.

O medo do general

Para Villas Bôas, colocar tropas federais em Estados estaria causando problemas. Em uma entrevista concedida ao portal do jornal O Estadão de São Paulo, a preocupação é com infiltração de crime organizado nas tropas locais. Este seria o mais novo problema da instituição desde o envio de forças para atuar na segurança nos Estados. O general diz que o problema está nas áreas em que está havendo grande negligência em relação a segurança pública.

Villas Bôas se mostrou incomodadíssimo com o pedido de tropas para conter a segurança dos Estados e também para uso político. Ele citou que as tropas não teriam capacidade de solucionar problemas internos dos Estados e que seria inadequada a utilização, como no dia do julgamento de Lula em que há grande ameaças de aglomeração e possibilidade de condenação do ex-presidente.

O general afirmou que o uso político das Forças Armadas durante as eleições presidenciais deste ano também lhe causam incômodo. O julgamento de Lula está mobilizando instituições. O petista será julgado em segunda instância e afirma que todas as acusações do qual é réu são ‘’mentirosas’’. Lula tenta provar perante a Justiça que é inocente.