O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu defender argumentos sobre a necessidade de aceitar o habeas corpus. Ele publicou um artigo com o seguinte nome: "Em defesa do habeas corpus". De acordo com o ministro, os suspeitos de crimes devem ter o direito de se utilizarem de todos os recursos possíveis para evitarem a sua condenação. Para isso, não devem ficar presos, mas tendo a liberdade como uma garantia, caso eles não sejam condenados.

Segundo as palavras de Mendes, libertar os presos é defender a sociedade contra o crescente número de crimes que toma conta do país. Uma coisa deixou muita gente desconfiada. O ministro decidiu defender o habeas corpus bem agora próximo ao julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No seu artigo, ele reiterou que o Brasil é um país corrupto e as pessoas pedem Justiça. Ele afirmou entender que uma medida que livra o preso da cadeia pode ser vista como algo impopular, mas, segundo ele, é constitucional e a melhor forma de assegurar a liberdade, livrando alguém de uma prisão indevida.

Abusos de poder

Em seu artigo, Mendes fala que o habeas corpus livra os suspeitos de serem alvos de abuso de poder de magistrados. Ele lembrou uma proposta que foi muito defendida pela Operação Lava Jato, as "Dez Medidas contra a Corrupção" elaborada pelo Ministério Público Federal. Mendes disse que ficou feliz quando a medida foi rejeitada pela Câmara dos Deputados, pois. para ele, iria afetar os pedidos de habeas corpus.

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Governo Corrupção

Mendes afirmou que quando se declara uma prisão preventiva, quando os encarcerados ainda não foram julgados com todos os recursos disponíveis, traz uma onde de impunidade para o país. Se cria novos problemas e não se faz Justiça, declarou. "A violência e a corrupção não podem ser combatidas fora da Lei", disse o ministro.

Surpresa

Após defender toda essa questão de liberdade para presos, Gilmar Mendes foi surpreendido com uma notícia não muito boa para ele.

Conforme informações da revista IstoÉ, o abaixo-assinado para que ele saia do Supremo já está perto de ultrapassar 2 milhões de assinatura. São 1.881.548 pessoas querendo o ministro longe dos tribunais.

O intuito do criador do abaixo-assinado é colher pelo menos 3 milhões de assinatura. Se for atingindo esse percentual, os documentos serão levados até o senador paranaense Álvaro Dias (Podemos-PR), que fará uma breve análise.

O ministro pode ser afastado da Corte. Se as reclamações contra ele forem levadas adiante, ele pode ficar oito anos sem poder exercer a profissão. A grande acusação contra ele é de crime de responsabilidade por ter mandado soltar vários condenados pela Justiça.

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