O julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está perto de acontecer e a ansiedade aumenta dos dois lados, tanto os que apoiam quanto os que torcem pela sua prisão.

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior (PSDB) [VIDEO], ficou muito preocupado com as ameaças que surgiram por parte de membros do Partido dos Trabalhadores. Eles chegaram até mesmo a falar sobre derrubar o prédio do Tribunal Regional Federal. A violência mostrada nas declarações são muito fortes e envolvem até crianças. O desespero petista é muito grande e uma prisão de Lula poderá causar um inferno em muitos locais.

Para evitar uma insegurança das pessoas, o prefeito pediu ao presidente Michel Temer o apoio das Forças Armadas.

O ministro da Defesa Raul Jungmann já falou que isso será impossível de acontecer, já que o pedido não veio do governo do Estado.

A senadora e presidente do PT ficou revoltada com o pedido feito pelo prefeito [VIDEO]. Ela afirmou que isso é algo inacreditável e ressaltou que eles estão com medo do povo.

Resposta do general

Sem mencionar a senadora, o general de Brigada do Exército, Paulo Chagas, resolveu se pronunciar sobre esse julgamento de Lula. O general não mediu palavras e foi enfático. De acordo com ele, Lula é um grande mentiroso e no dia 24 de janeiro terá a sua punição.

Conforme os dizeres do general, divulgados em sua página do Facebook, o julgamento e a condenação de Lula será um marco na história da vergonhosa política brasileira.

O general criticou os baderneiros e vândalos que querem causar transtornos no dia do julgamento.

Paulo Chagas avisou que ninguém irá intimidar a Corte e Lula terá o seu presente por ter acabado com o país com os supostos esquemas de corrupção. "O Brasil quer mudar e o exemplo virá do Sul", declarou o general.

Exército preparado

Mesmo o ministro da Defesa deixando claro que não há necessidade da intervenção do Exército, existe especulações de que as tropas estariam preparadas para qualquer tipo de desordem.

As declarações e ameaças nas redes sociais podem ser apenas blefes para pressionar os desembargadores. Porém, as autoridades ficarão atentas e podem intervir sim.

Um dos objetivos dos policiais é evitar aproximações de pessoas não autorizadas perto do Tribunal, dando segurança aos desembargadores. As coisas acontecerão como em Curitiba, quando Lula foi interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro.

Haverá um monitoramento intenso nos dias antecedentes ao julgamento.