O presidente da Associação dos Juízes Federais do estado do Rio Grande do Sul (AJUFERGS), Gerson Godinho da Costa, se manifestou enfaticamente a respeito do julgamento do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá ser julgado no próximo dia 24 de janeiro, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4) [VIDEO], sediado em Porto Alegre, capital gaúcha, que será palco de um momento decisivo para que se possa verificar qual será o rumo da disputa eleitoral para o Palácio do Planalto, neste ano.

Vale recordar que o ex-mandatário petista foi condenado a quase dez anos de regime fechado de prisão, além de pagamento de multas, em se tratando da aquisição de um imóvel, no caso, referente a um apartamento de luxo tríplex, localizado em uma das regiões litorâneas que fica na região sul do estado de São Paulo, na cidade de Guarujá, um dos principais municípios do litoral paulista.

A sentença que foi apresentada pelo juiz federal Sérgio Moro corresponde a crimes de "colarinho branco", no que se refere a crimes relacionados à Corrupção passiva e lavagem de dinheiro, praticados por Lula, segundo a sentença de condenação formulada pelo magistrado paranaense.

O processo de Lula tramita no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que é conduzida, a partir da décima terceira Vara Criminal Federal da Justiça paranaense, em Curitiba, no estado do Paraná e é reconhecida como a maior operação anticorrupção do Brasil em toda a história do país, obtendo também forte reconhecimento internacional, inclusive, por parte de instituições de grande importância, como a "Transparência Internacional".

Presidente da Ajufergs faz afirmação categórica

Gerson Godinho da Costa, presidente da Associação dos Juízes Federais do estado do Rio Grande do Sul (Ajufergs), fez afirmações contundentes, relacionadas ao papel a ser desempenhado pelos três desembargadores federais que estarão aptos a julgar o processo de condenação sentenciado pelo juiz Sérgio Moro, contra o ex-presidente Lula, João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luís dos Santos Laus.

De acordo com Gerson Godinho, os três desembargadores federais possuem um "perfil considerado mais rigoroso", em se tratando de seus julgamentos, o que pode acabar, além da confirmação da condenação do ex-mandatário petista, ainda elevar as penas impostas a ele. O magistrado gaúcho foi ainda mais longe, ao considerar que no Poder Judiciário, como um todo, os juízes possuem posições prévias que não são necessariamente, de caráter ideológico.

Godinho ressaltou também, que os desembargadores supra-mencionados, aptos a fazerem o julgamento de Lula, no Tribunal de segunda instância, que é o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), designado para a análise do caso, possuem uma forte tendência de manutenção da condenação, já que eles seriam chamados de "juízes de mão pesada". Entretanto, a defesa de Lula se posiciona contrariamente às acusações contra o petista e alega a sua inocência.