O juiz Sérgio Moro tomou uma nova decisão referente ao processo de Corrupção que envolve o ex-homem-forte do PT e ex-ministro do Governo Lula, José Dirceu. O petista, considerado uma das principais figuras do Partido dos Trabalhadores (PT), enfrenta processos relacionados à corrupção no âmbito da Operação Lava Jato [VIDEO].

A força-tarefa de investigação é considerada a maior operação anticorrupção em toda a história do país e uma das maiores em todo o mundo, direcionada ao combate a crimes relativos a "colarinho branco". O juiz federal paranaense [VIDEO] é o magistrado titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Alienação de bens

O juiz Sérgio Moro determinou que fossem alienados quatro imóveis atribuídos ao ex-ministro petista da Casa Civil, durante o mandato do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu. Vale lembrar que os respectivos imóveis já haviam sido confiscados pela força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Entretanto, a própria defesa do ex-ministro petista alega que dois dos imoveis confiscados possui dívidas relacionadas à IPTU e condomínio em atraso, conforme informação repassada à Justiça Federal do Paraná, sede em primeira instância, em Curitiba.

De acordo com a decisão proferida pelo juiz Sérgio Moro, serão encaminhados para leilão, um imóvel que é sede da empresa de consultoria do ex-ministro na capital paulista, a JD Assessoria. Além disso, também estará sendo encaminhado para leilão um imóvel que está em nome da filha José Dirceu, que também está localizado na cidade de São Paulo.

Outros dois imóveis que serão enviados para leilão se referem a uma chácara localizada em Vinhedo, interior do estado de São Paulo e ainda, uma casa localizada na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais, cujo local vivia a mãe do ex-ministro petista.

Ao determinar a alienação dos bens, o juiz Sérgio Moro destacou que nenhum dos imóveis fosse utilizado como moradia. Em sua decisão, o magistrado foi ainda mais longe, ao considerar que ocorre inequívoco risco de esvaziamento do confisco. Sérgio Moro foi contundente, ao afirmar que o condenado (José Dirceu) demonstrou que não possui condições ou não quer permanecer com os bens imóveis, já que não estaria arcando com as parcelas de financiamento ou IPTU ou mesmo em relação aos pagamentos de condomínio, já que não se pode admitir que ocorra o esvaziamento do confisco, como meio para que ocorra recuperação do produto relacionado a crime de corrupção, pela omissão do condenado, em se tratando da decisão do magistrado da última quinta-feira (25).

Defesa se manifesta

O advogado de defesa de José Dirceu, Roberto Podval, afirmou, através de uma nota emitida, que a antecipação da alienação faria parte de uma nova cultura de parte da magistratura, que possui como método, não aguardar o trânsito em julgado para o cumprimento da pena.