Pelo visto a Operação Lava Jato entrou 2018 com muita disposição para com os trabalhos, haja vista que a Polícia Federal (PF) agora está atrás do filme que narrou a biografia do ex-presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO], “Lula, o filho do Brasil”, pois há dados que admitem a suposta participação de personagens que estão claramente envolvidos nas investigações. Dentre eles estão o ex-ministro Antônio Palocci e o empresário Marcelo Odebrecht.

Em conformidade com a reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, Palocci, que atuou nos governos Dilma e Lula, e o empresário Marcelo Odebrecht [VIDEO] já foram submetidos a depoimentos para esclarecerem o assunto.

O conteúdo não será divulgado, uma vez que a PF não quer nenhuma situação embaraçosa que talvez venha atrapalhar as investigações. Ademais, as apurações alcançarão os responsáveis pela injeção financeira no filme.

O longa de Lula estreou no Cinema em janeiro de 2010 e contou com um capital de aproximadamente R$ 12 milhões. A cinebiografia do petista contou sua história desde criança, quando ainda residia no sertão Pernambucano, até a liderança do sindicato, em que foi impulsionado para a vida política.

Ainda no final de 2017, Palocci foi surpreendido com questionamentos relacionados ao filme. Segundo a publicação, o delegado chefe das investigações, Filipe Hille Pace, queria respostas detalhadas sobre a suposta relação do ex-ministro para com a produção cinematográfica. Na ocasião, o interrogado revelou que estaria à disposição da Justiça para futuros esclarecimentos, porém, naquele momento, não teria nada a declarar, permanecendo calado.

Ocorre que, no mesmo dia, Marcelo Odebrecht, que naquela época já tinha assinado o compromisso de delação premiada junto a Lava Jato, prestou depoimento e respondeu a várias questões [VIDEO] sobre o assunto. A PF conferiu ao empreiteiro uma sequência de e-mails, os quais foram extraídos do seu computador pessoal. As descobertas aproximaram o empresário ao financiamento do longa.

A PF apontou ainda as trocas de mensagens que foram auferidas por outros executivos da Companhia entre os períodos de (7 de julho a 12 de novembro de 2008). Odebrecht redigiu um e-mail com pelo menos cinco (5) tópicos, os quais foram endereçados a outros colaboradores do grupo. Na listagem, estavam os nomes de executivos da construtora como Pedro Novis e Alexandrino Alencar que, inclusive, também assinaram como delatores da Operação.

Por fim, o jornal informou que até o fechamento da matéria não tinham conseguido contato com o ex-ministro da Cultura, Gilberto Carvalho, que ficou à frente da pasta durante o governo Dilma, igualmente, a defesa de Lula [VIDEO] informou que não há nada para comentar sobre o assunto, uma vez que o petista poderá ser interrogado novamente em função do esclarecimento dos fatos.