Presidentes e ex-presidentes da América Latina criticaram a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] a 12 anos e um mês de prisão, ocorrida nesta quarta-feira (24), pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, se posicionou na noite desta quarta em seu perfil no Twitter, chamando a sentença de injusta e prestando seu apoio ao brasileiro.

“Sentenciado injustamente, o irmão Lula da Silva é vítima de uma conspiração que busca impedir que seja candidato e ganhe as eleições com o apoio do povo ao qual dedicou toda a sua vida. Força irmão Lula”, escreveu Morales.

“Ainda restam muitas batalhas para lutar e ganhar. Sua verdade triunfará. Os operários, originários [indígenas], trabalhadores e povos anti-imperialistas estamos contigo”, continuou, acrescentando a hashtag #LulaInocente.

Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina e que também passa por um processo de acusações e brigas com o Poder Judiciário de seu país, postou no Twitter e no Facebook a hashtag #JusticiaPorLula e afirmou: “Acompanhamos Lula e o povo do Brasil.”

Por outro lado, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, também demonstrou apoio a Lula por meio do Twitter.

Embora não tenha dito com as próprias palavras, ele retuitou duas notícias de apoio ao ex-presidente e uma foto da manifestação de movimentos sociais em Porto Alegre postada pela conta da equipe do petista.

Os ex-presidentes José Mujica, do Uruguai, e Rafael Correa, do Equador, deram suporte a Lula ao assinar recentemente um manifesto internacional contra sua condenação.

Já o deputado dominicano Manolo Pichardo, presidente da Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina e Caribe (COPPAL), denunciou que a condenação de Lula [VIDEO] faz parte de uma conspiração para destituir líderes de esquerda em todo o continente.

“O golpe judicial contra a democracia brasileira expressado na ratificação da condenação de Lula é a continuação do golpe de Estado contra Dilma [Rousseff] e o imparável avanço do Plano Atlanta que deve ter como resposta o músculo popular para reverter o retrocesso democrático na AL [América Latina]”, afirmou o político da República Dominicana.

Outro que expressou solidariedade a Lula foi o craque argentino Diego Maradona. O ex-jogador postou uma foto em sua página oficial no Facebook segurando a camisa da seleção brasileira com o número 18 e “Lula” acima do número, em uma referência à candidatura do dirigente do PT à presidência da República nas eleições desde ano. “Lula querido, o Diego está contigo”, acrescentou Maradona.