Nesta quinta-feira (18), a pouco menos de uma semana do julgamento da apelação protocolada pelo então, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em decorrência da insatisfação para com a sentença proferida pelo juiz responsável da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, o petista resolveu aproveitar a presença de artistas e intelectuais para revelar que será candidato a presidência da República 'aconteça o que acontecer'.

O ex-presidente foi condenado em primeira instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, referente ao caso Tríplex, no Guarujá. Até a decisão definitiva do TRF-4 o cumprimento da pena de nove anos e seis meses de prisão permanecerá suspenso pela Justiça, ou seja, após a análise da apelação na próxima quarta-feira 24, em Porto Alegre, será então decidido o futuro de Lula. Todavia, se a sentença for ratificada, o réu poderá recorrer à mesma Corte, por meio de recursos disponibilizados e garantidos pela legislação penal no momento oportuno, sendo eles, os Embargos de Declaração e os Embargos Infringentes, salvo se o réu não manifestar vontade em recorrer da sentença do TRF-4.

Além disso, Lula, junto ao Partido dos Trabalhadores, deverá suportar outro grave problema com relação a sua ilegibilidade, pois réu condenado em conformidade com a Lei da Filha Limpa, não poderá concorrer ao cargo de Presidente da República, segundo vem pleiteando nos últimos tempos. Prova disso, são as diversas viagens que o petista vem realizando desde 2017, com discursos eleitorais na intenção de conseguir votos a seu favor, em outras palavras a explícita campanha política.

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Lula PT

Na última quinta-feira, em São Paulo, Lula novamente evidenciou de forma clara e precisa que pretende sair como candidato a Presidência da República: "aconteça o que acontecer". Na ocasião, o ex-presidente voltou a citar seus adversários os quais segundo ele, querem menosprezá-lo a qualquer custo e atuam para criminalizar o PT.

A reportagem de autoria do site UOL, também trouxe a informação sobre como o petista está se sentindo com relação ao julgamento, então foi categórico e revelou que sua sensação e de tranquilidade e com a "consciência limpa".

Ao responder Lula mencionou que mesmo se houver a segunda condenação, ele, porém continuará tranquilo, pois não há provas que desvirtue a sua conduta.

Junto ao ex-presidente estavam os colegas e amigos apoiadores que participaram do discurso: Ana Cañas, Odair José, Ana Raquel Virgínia, Thaíde, Assucena Assucena, Edgar Scandurra, os atores Aílton Graça e Celso Frateschi, a cineasta Laís Bodanzky, os urbanistas Nabil Bonduki e Raquel Rolnik, o jurista Fábio Konder Comparato, e os escritores Raduan Nassar e Nita Freire mulher do falecido educador Paulo Freire.

Por fim, com o mesmo repertório do evento de terça-feira (16), quando Lula participou de ato semelhante no Rio de Janeiro, o petista desabafou ao mencionar que os ataques dos oponentes vem desde 2014, aqueles os quais querem criminalizar o Partido dos Trabalhadores, ou seja, como não poderiam mais dar outro golpe, então justificam argumentando que o Brasil sofre com uma doença chamada PT, repetiram tanto a mesma ladainha que a sociedade ficou anestesiada, concluiu o ex-presidente.

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