O desembargador federal e relator de casos relacionado à Operação Lava Jato [VIDEO] no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), ou Tribunal de segunda instância, conforme é denominada a "Corte de Apelação", João Pedro Gebran Neto, concedeu uma derrota expressiva ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa do petista vem tentando há vários meses, "desacreditar" o julgamento do ex-mandatário petista, em se tratando, principalmente, do julgamento na primeira instância, que é conduzido pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Moro condenou o ex-presidente Lula, a mais de nove anos e meio de prisão em regime de caráter fechado, além da determinação da Justiça Federal paranaense, para que Lula tenha pagar multas relacionadas à condenação por crimes de lavagem de dinheiro e Corrupção passiva, no âmbito da maior operação anticorrupção destinada ao combate de crimes de "colarinho branco", em toda a história do país, além já ser reconhecida como uma das maiores forças-tarefa já desencadeadas no mundo.

Desembargador concede 'derrota' à defesa do ex-presidente Lula

Em uma nova "derrota" dirigida à defesa do ex-presidente Lula, o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, um dos três integrantes do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF), aptos para julgar a sentença de condenação proferida pelo juiz Sérgio Moro contra o ex-mandatário do país, negou uma solicitação feita por defensores do petista, que tinham como intuito, "macular" o trabalho desempenhado por Moro no respectivo caso, em alusão ao interrogatório do petista em 10 de maio de 2017, que segundo a defesa, teria sido "totalmente viciado". Os advogados sustentaram a tese de que Moro teria feito perguntas estranhas em relação ao processo do tríplex e que não teria permitido à Lula, "exercer o direito de autodefesa em plenitude".

A resposta do desembargador Gebran Neto foi contundente, ao analisar o recurso dos petistas. Ao fazer o indeferimento do recurso, Gebran Neto afirmou que a "determinação para que se realize um novo interrogatório exigiria o reconhecimento de uma eventual nulidade do primeiro, e tal compreensão, envolveria o exame de matéria de fato, o que seria passível somente de deliberação por parte do Colegiado".

O desembargador federal do TRF4 de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde será realizado o julgamento de Lula em 24 de janeiro, foi ainda mais enfático, ao afirmar que "um eventual deferimento de novo interrogatório passaria, de modo necessário, por alegações de supostas apreciações de alegações relacionadas à invalidade daquele prestado perante o juízo de origem", o que acarretou o indeferimento pelo relator, do recurso apresentado pela defesa de Lula.