Nesta última quarta-feira (3), a servidora Daniela Tagliari Kreling Lau, em um perfil agregado ao gabinete da presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), publicou uma petição online em que se sugere a prisão do ex-presidente [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva.

A postagem foi publicada no Facebook da chefe de gabinete do TRF-4. Na ocasião, Daniela havia compartilhado uma petição em que sustentavam assinaturas de brasileiros empenhados na condenação do ex-presidente. A servidora da Justiça postou e compartilhou um documento com a frase: "Lula o Brasil inteiro exige sua prisão".

Em pouco tempo, a publicação ganhou repercussão na internet e todos queriam saber sobre o julgamento de Lula.

Inclusive, os petistas queriam saber o motivo do banner apoiando a prisão de Lula. Desta forma, recorreram às redes sociais alegando dúvidas da imparcialidade da Justiça.

No mesmo instante, outros membros, dirigentes sindicalistas e apoiadores do Partido dos Trabalhadores [VIDEO] resolveram unir forças e protestaram em defesa de Lula na internet. Nos comentários, fizeram alusão ao presidente do TRF-4 alegando que o mesmo já havia confessado que a peça condenatória proferida pelo Juiz Sérgio Moro, em 1ª instância, não tinha defeito algum, isto é, comunicando que a sentença teria sido uma condenação "perfeita”.

Os petistas alegaram que a atitude do regente do TRF-4 foi insatisfatória para o julgamento, não cumprindo o requisito da neutralidade. Em seguida, criticaram a chefe de gabinete por estar fazendo campanha contra Lula, indicando sua prisão publicamente.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez questão de afirmar em sua conta no Twitter que a "militância política" da Justiça está "escandalosa".

O ex-presidente Lula é réu em seis ações. Em julho de 2017, sofreu a sua primeira condenação em primeira instância, referente ao caso do tríplex, no litoral paulista, em um desdobramento da Operação Lava Jato. A sentença foi proferida pelo juiz Sérgio Moro, que fixou a pena em nove anos e seis meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Desta feita, o petista acionou imediatamente o Tribunal Regional Federal em Porto Alegre [VIDEO] para submeter-se ao crivo da Corte. A audiência em que ocorrerá o julgamento do ex-presidente está marcada para o próximo dia 24 de janeiro. Porém, até o momento, Lula, que goza de liberdade com restrição (sem direito a passaporte), declarou que concorrerá a Presidência da República [VIDEO]em outubro, portanto, segue aproveitando o período para viajar em comício pelo País em busca de votos para sua campanha eleitoral.