O juiz Sérgio Moro, magistrado paranaense titular em primeira instância da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, capital do estado do Paraná, enfrentou mais uma tentativa de que seu trabalho fosse "freado", em se tratando da condução da força-tarefa de investigação da maior operação anticorrupção já deflagrada no país e uma das maiores já realizadas em todo o mundo; a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal.

Vale ressaltar que a Lava Jato é amplamente apoiada no Brasil, por parcela majoritária e expressiva da população e sociedade civil organizada brasileira, por todo o reconhecimento do trabalho minucioso, responsável por desvendar o mega esquema de Corrupção que acarretou na "sangria" dos cofres públicos da Petrobras, considerada a maior estatal brasileira.

Nova estratégia de Lula naufragou antes do Natal

Com o propósito de "macular" todo o trabalho desenvolvido pelo juiz Sérgio Moro no âmbito das apurações da Operação Lava Jato, o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, tentou implementar uma estratégia destinada a tirar o juiz paranaense das ações relacionadas à força-tarefa. Entretanto, o plano traçado por Lula e seus defensores, acabou "naufragando", dez dias antes das comemorações do Natal passado. Em 14 de dezembro passado, a defesa de Lula ajuizou uma segunda ação de suspeição criminal, em relação às supostas propinas oriundas da empreiteira Odebrecht, referente à aquisição de um terreno de cerca de R$ 12 milhões, onde supostamente estaria servindo como sede do Instituto Lula, além do apartamento 121, no edifício Hill House, imóvel vizinho ao do ex-presidente, na cidade de São Bernardo do Campo, região metropolitana da cidade de São Paulo.

De acordo com a defesa do petista, ao se perpetrar essa ação assinada por Lula e seus advogados, segundo a "exceção de suspeição", o juiz Sérgio Moro teria se tornado suspeito, pela participação como palestrante do 4.º Evento Anual Petrobras em Compliance, na sede da Petróleo Brasileiro S/A, a Petrobras, na data de 08 de dezembro de 2017. A defesa teria argumentado que o juiz Sérgio Moro teria aconselhado o assistente acusação, em se tratando do caso Petrobras, a respeito de medidas destinadas à prevenção e ao combate à corrupção, além de matérias ainda pendentes de julgamento.

Entretanto, Sérgio Moro barrou a ofensiva petista e foi categórico em sua decisão, ao afirmar que o magistrado teria se retratado durante a palestra, a respeito de casos já julgados no âmbito dos processos de investigação da Operação Lava Jato. Moro foi contundente ao afirmar ainda, que ao contrário do que foi afirmado falsamente pelo excipiente, não ocorreu nenhum tipo de aconselhamento jurídico sobre a forma ou o conteúdo da atuação das apurações relacionadas à Petrobras, além das sugestões apresentadas pelo Julgador, visarem o presente e o futuro, não o passado".

O juiz Sérgio Moro foi enfático também, ao denotar que, contrariamente como argumenta a defesa de Lula, a atuação do seu Julgador, não gira exclusivamente ao caso do ex-presidente Lula, mas também é responsável pelo julgamento de outras atividades e outros casos criminais. Vale lembrar que o ex-presidente Lula tem acumulado somente derrotas em todas as tentativas de tirar o juiz Sérgio Moro, do comando da Operação Lava Jato, tanto na primeira instância, quanto derrotas em Tribunais Superiores.