Mesmo após ser condenado em segunda instância a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda lidera a pesquisa de intenção de votos para a eleição presidencial de 2018 realizada pelo Datafolha. Segundo a mais recente pesquisa do instituto, divulgada nesta quarta-feira, dia 31, #Lula lidera em todos os cenários em que aparece, figurando com percentuais que vão de 34 a 37%.

No cenário atualmente considerado mais provável, o petista aparece na liderança, com 34% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro (PSC), com 16%. Brigando por uma vaga no segundo turno aparecem Maria Silva (Rede), com 8%; Luciano Huck (sem partido), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), tecnicamente empatados com 6%; e Alvaro Dias (Podemos), com 3%.

A pesquisa foi realizada nesta segunda e terça-feira, dias 29 e 30 de janeiro, e contou com 2.826 consultas em 174 municípios brasileiros, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha De S. Paulo.

Em cenários de segundo turno com Lula, o petista também venceria todos os potenciais candidatos. Contra Bolsonaro, ganharia por 49% contra 32%. Contra Marina, levaria por 47% ante 32%. Contra Alckmin, seria eleito com 49% contra 30%.

Caso o ex-presidente Lula seja enquadrado pela Lei Ficha Limpa e tenha sua candidatura impugnada [VIDEO] pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), #Jair Bolsonaro aparece como líder em todos os cenários testados.

No cenário atualmente mais provável, com os mesmos candidatos citados acima, excluindo Lula, o deputado e ex-capitão militar figura com 18% das intenções de voto, seguido por Marina com 13%; Ciro Gomes com 10%; Luciano Huck e Alckmin, ambos com 8%; e Alvaro Dias, com 5%.

Em cenários de segundo turno sem Lula, Bolsonaro seria derrotado por Marina, que venceria com 42% contra 32%; e Alckmin, que venceria por 35% contra 33% do deputado. Em um segundo turno com Alckmin e Ciro, o tucano venceria por 34% contra 32%.

A pesquisa também testou nomes como Joaquim Barbosa (sem partido), que figura com máximo de 6% nos cenários mais favoráveis; João Dória (PSDB), que também aparece com teto de 5% das intenções de votos nos melhores cenários; o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC), com teto de 3% das intenções; e a deputada Manuela d'Ávila (PCdoB), também com teto de 3%.

A pesquisa também testou os nomes com maior rejeição entre o eleitorado. Atual presidente da República, Michel Temer (MDB) lidera no quesito, com 60% de rejeição. O ex-presidente Collor vem em segundo, com 44%; seguido por Lula, com 40%; Jair Bolsonaro, com 29%; Luciano Huck, com 25%; Marina Silva, com 23%; Ciro Gomes, com 21%; o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), também com 21%; o prefeito de São Paulo, João Dória, com 19%; e o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), com 19%.

Bolsonaro tenta barrar divulgação da pesquisa

Ainda na terça-feira, dia 30, o deputado Jair Bolsonaro entrou com pedido de impugnação da pesquisa junto ao TSE. O deputado queixou-se principalmente de recentes reportagens do jornal Folha de S. Paulo que apontaram crescimento de patrimônio do presidenciável e de seus filhos desde que assumiram cargos públicos.

No pedido, os advogados do deputado afirmam que os questionamentos aplicados pela pesquisa são “tendenciosos” e com “nítido objetivo de manipular” o eleitorado tentando lhe aplicar “a pecha de denunciado por enriquecimento ilícito” no que classificou de forma “difamatória”.

Em sua defesa, o Datafolha diz que a pergunta que questionava se os entrevistados tinham conhecimento sobre o patrimônio do deputado foi feita somente após a consulta sobre a intenção de voto, tornando “impossível” que a informação tenha “exercido alguma influência no resultado obtido”. #Eleições 2018