Nesta última quarta-feira, 31 de janeiro, o ministro da Defesa do governo de Michel Temer [VIDEO], Raul Jungmann, participou de um evento que foi promovido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, juntamente com a Federação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Viva Rio. O objetivo do encontro foi tratar sobre a segurança pública do Estado, já que o Rio encontra-se em situação de calamidade com a tamanha bandidagem que ronda a região.

O ministro foi enfático, sinalizando que o atual sistema de segurança estaria falido, e que o crime se nacionalizou. Um dos fatores citados por Jungmann foi a respeito da Constituição de 1998, que deixou por conta do Governo apenas os cuidados com a Polícia Federal e Rodoviária, restando aos Estados cumprir a responsabilidade com segurança na ordem pública.

O ministro citou que isso influencia numa crise, faltando recursos para a segurança pública.

Ataque ao Judiciário

Raul Jungmann aproveitou a oportunidade e se manifestou a respeito do Judiciário brasileiro, avaliando que o órgão não tem capacidade para resolver diversos processos que o rondam. Ao citar isso, Jungmann estava falando da crise que acarreta o sistema penitenciário, devido a superlotações dentro de presídios.

O ministro disse que a incapacidade do Judiciário coloca cerca de 30% a 40% de presos provisórios e temporários dentro de celas, e os processos demoram para serem julgados.

Uma das preocupações do ministro é com a formação de grandes gangues dentro dos presídios [VIDEO]. Grupos como o PCC, Comando Vermelho, Sindicato do Crime, Amigos dos Amigos, Família do Norte e Terceiro Comando, ''fazem a festa'' nas penitenciárias, sendo responsáveis por crimes organizados e comandos de grandes máfias.

Jungmann citou que os grupos fazem distribuição de drogas e agora buscam controlar a produção. Para citar um exemplo, o ministro falou sobre o traficante ''Nem'', que está preso em Rondônia, mas tem a capacidade de declarar uma guerra na Rocinha. Desta forma, o ministro cita que ''Nem'' poderia mobilizar o governo federal e as Forças Armadas para um ataque.

O ministro da Defesa enfatizou que um outro problema que comove é o fato do governo federal não ter mandato sobre as situações dos Estados, e quando tem um grave problema na segurança, os governadores procuram rapidamente as Forças Armadas para ajudá-los, algo que não deveria acontecer e que deveria ser previamente contido.