O ministro da Justiça, Torquato Jardim, fez afirmações de alta relevância com relação ao julgamento do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva. Vale salientar que o ex-presidente petista afirmou que foi condenado a quase dez anos de prisão em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além da possibilidade de ter que arcar com o pagamento de multas.

A sentença de condenação proferida contra o petista foi determinada pelo juiz federal Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal da capital paranaense, Curitiba. A condenação em primeiro grau ocorreu no âmbito das investigações da Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal.

Governo se pronuncia sobre 'tensão'

Nesta sexta-feira (19), durante uma coletiva de imprensa à jornalistas, o ministro da Justiça Torquato Jardim se expressou, em se tratando do atual momento e cenário político e judicial no País, com relação a proximidade do julgamento do ex-presidente Lula, no próximo dia 24 de janeiro, em Porto alegre, no estado do Rio Grande do Sul. O julgamento do petista se dará no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), que é o Tribunal de segunda instância, ou também denominada de "Corte de Apelação".

O ministro da Justiça do Governo do presidente da República, Michel Temer, foi enfático ao afirmar perante à imprensa que defende todo o direito às manifestações para a data do julgamento, sejam elas favoráveis ou contrárias ao ex-mandatário petista. O ministro Torquato Jardim foi ainda mais longe, ao considerar que "não se preocupa com a ameaça, desde que não venha a se transformar em uma ação física de caráter ilegal".

Entretanto, o representante do governo federal acrescentou que se vier a ocorrer qualquer tipo de ameaça à integridade física das pessoas, as forças de segurança estarão inteiramente prontas para intervir. Torquato Jardim revelou ainda que não se sente cômodo em relação a discursos que venham a denotar extremismos, ao revelar que repudia totalmente a existência de um tipo de discurso que seja caracterizado como "muito agressivo", de acordo com as palavras do próprio ministro do governo.Temer. As declarações foram dadas em relação a discursos que acabam, de certa forma, prometendo a implementação de ações que são consideradas ilegais. O ministro alertou que "uma coisa seria o grito de discurso retórico, porém, outra coisa, seria a ação".