No próximo dia 24 de janeiro, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva será julgado [VIDEO]em segunda instância no Tribunal Regional Federal da 4° Região. O julgamento do petista promete grandes manifestações de lulistas que torcem para que Lula fique livre da Justiça. O objetivo de Lula é se candidatar nesta próxima eleição presidencial, no entanto, caso seja condenado, o petista poderá ficar inelegível.

Para evitar confrontos e confusões, um grande plano de segurança foi esquematizado. O governo federal e o Rio Grande do Sul se preparam para uma ação envolvendo a Polícia Rodoviária Federal, a brigada militar e a Agência Brasileira da Inteligência, a Abin.

Todas as instituições foram acionadas para se preparar para o ''pior''.

O prefeito de Porto Alegre chegou a pedir tropas do Exército para ajudar na segurança. As Forças Armadas também participarão da ação, assim como a Polícia Federal.

No tribunal, medidas drásticas foram tomadas pelo desembargador e presidente do TRF4, Carlos Eduardo Thompson Flores. O magistrado suspendeu o expediente do dia 24, fazendo com que apenas servidores que têm algum vínculo com o caso de Lula consigam entrar no prédio do tribunal. No dia 23, o expediente será de apenas meio período, tudo indica que logo depois a preparação do plano de segurança começará a ser acionada. Outros processos julgados pelo tribunal estarão paralisados e só terão continuidade na quarta-feira, dia 25 de janeiro.

O secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer, disse que o objetivo é proteger manifestantes e servidores que estarão dentro do tribunal.

Schirmer garantiu que as manifestações estão dentro da Lei e não serão barradas, porém, atos que posam ameaçar a população deverão ser contidos.

Movimentos ligados a Lula [VIDEO], como o MST e CUT, estão convocando pessoas e enchendo caravanas pró-Lula. Por outro lado, também haverá manifestantes que apoiam o trabalho do juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância e por condenar Lula a 9 anos e seis meses de cadeia por conta de um triplex no Guarujá, que sinalizou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Advogados de Lula utilizam o discurso de que o ex-presidente é vítima de uma ''perseguição política'' envolvendo o juiz Sergio Moro, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal. Lula corre o risco de ficar inelegível e até ir para a cadeia, se for condenado após todas as instâncias..