o juiz Marcelo Bretas, magistrado responsável pela condução dos trabalhos da Operação Lava Jato [VIDEO], no estado do Rio de Janeiro, se manifestou a respeito de indagações feitas por meio das redes sociais de um deputado federal petista, Paulo Teixeira (PT-SP). Vale lembrar que Bretas é o juiz que comanda todos os trabalhos desenvolvidos pela Operação #Lava Jato, a partir da sétima Vara Criminal Federal do estado do Rio de Janeiro, em se tratando de investigações de um "braço" da força-tarefa da maior operação de combate ao crime de "colarinho branco", com referência a crimes de #Corrupção em toda a história do país. A Lava Jato também já é vista e reconhecida mundialmente, como uma das maiores operações anticorrupção já desencadeadas no mundo.

Entretanto, vale lembrar que juízes como Marcelo Bretas e o próprio precursor da Lava Jato no combate à corrupção, Sérgio Moro, acabaram sendo alvos recentemente, de parlamentares petistas, além de autoridades e até celebridades, que apoiam o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva.

Troca de 'farpas' nas redes sociais

Numa manifestação recente nas redes sociais, em seu próprio perfil, o deputado petista Paulo Teixeira havia feito um questionamento dirigido ao juiz Bretas, em relação à informação veiculada na imprensa, em que é relatado que tanto o magistrado, quanto sua esposa, estariam recebendo auxílio-moradia, apesar da proibição expressa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que delimita que casais de magistrados sob o mesmo teto, não teriam permissão para o recebimento de valores de auxílio-moradia para ambos.

Vale ressaltar que o pagamento desse benefício destinado à juízes, acabou se tornando alvo de indagações na Ouvidoria da Justiça Federal.

Diante de toda essa repercussão, Paulo Teixeira questionou por meio de seu perfil em rede social, ao juiz Marcelo Bretas, para que o magistrado carioca pudesse dar explicações pelo fato de que ele e sua esposa receberam o auxílio-moradia, por já terem imóvel próprio. A resposta de Marcelo Bretas foi enfática e contundente, ao rebater o petista, afirmando que "o direito em questão, foi assegurado a cada um dos magistrados, de modo individual e que foi conseguido por meio de processo de caráter judicial (público), com todo o contraditório, proposto em face da União".

Bretas também ironizou os questionamentos do parlamentar petista: "Tenho esse 'estranho' hábito, pois, sempre que penso em ter direito a algo, vou à Justiça e peço (...) Talvez, devesse ficar 'chorando' num canto ou pegar escondido ou à força. mas como receio que possa merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito".

#Crise no Brasil