Um dos mais respeitados juízes federais do país, Marcelo Bretas, responsável pela condução de um dos "braços" de investigação da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO] no estado do Rio de Janeiro, se manifestou, de modo contundente, em relação às afirmações do presidente da Câmara dos Deputados [VIDEO], Rodrigo Maia, do partido Democratas, do Rio de Janeiro. Vale lembrar que a Lava Jato é conduzida no Rio, por Bretas, a partir da sétima Vara Criminal Federal carioca.

A Lava Jato é considerada uma das maiores operações de combate à Corrupção em todo o mundo e a maior operação que apura crimes relacionados a "colarinho branco" no país e comandada inicialmente pela força-tarefa estabelecida em Curitiba, no estado do Paraná, pelo juiz federal Sérgio Moro.

Não é raro que "rusgas" ocorram entre representantes e autoridades de Poderes constituintes da República, principalmente, através de "embates" travados entre os Poderes Legislativo e Judiciário, sem contar o Executivo. Recentemente, um episódio acabou acarretando um verdadeiro "mal-estar" entre o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância, no Rio e o deputado federal e também presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM, do mesmo estado.

'Troca de farpas" entre Bretas e Maia

Durante uma visita oficial à capital norte-americana, Washington, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou duramente o Poder Judiciário no Brasil. Segundo o deputado carioca, um juiz de primeiro grau não poderia limitar o poder de um presidente da República, ao se referir à suspensão da posse da recém-nomeada ministra do Trabalho do governo Michel Temer, Cristiane Brasil, que também é presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Rodrigo Maia foi ainda mais longe, ao considerar que o protagonismo do Judiciário estaria desorganizando o Brasil e que isso não seria bom para o país. O deputado fluminense, que considerou extremamente grave a suspensão da posse da filha de Roberto Jefferson, o principal delator do esquema de corrupção do "Mensalão" do PT, comentou também que em breve a sociedade poderá achar que o Judiciário pode tudo e deverá ser cobrado em relação a melhorias na Saúde e na Educação.

Entretanto, o juiz federal Marcelo Bretas não deixou por menos, as palavras de Maia, nesta terça-feira (16), por meio de seu Twitter e o rebateu firmemente, ao afirmar que respeitosamente discorda que o Judiciário esteja desorganizando o Brasil, pois deve-se ao Judiciário solucionar tais questões com independência, “ou seria melhor, uma Justiça omissa e subserviente?", indagou o magistrado em alusão ao papel da Justiça em decidir questões como por exemplo, a posse da ministra Cristiane Brasil (PTB-RJ), no Ministério do Trabalho