Um militar oficial das Forças Armadas brasileiras, mais propriamente, membro integrante do Exército, respondeu em anonimato às indagações por parte da imprensa, em relação à data de julgamento do ex-presidente da República [VIDEO] Luiz Inácio Lula da Silva, na Corte de apelação, ou como é costumeiramente denominado, Tribunal de segunda instância, que trata da análise de casos referentes às investigações da força-tarefa da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país, a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal.

Vale ressaltar que os desdobramentos das apurações permitiram a condenação do ex-mandatário petista, em um único processo de investigação, a mais de nove anos e meio de prisão em regime fechado, além de multa, por decisão proferida pelo juiz federal Sérgio Moro.

O magistrado supracitado é o juiz titular da décima terceira Vara Criminal da justiça Federal do estado do Paraná, cuja primeira instância, está sediada na capital do estado, Curitiba.

Forte apreensão para o julgamento de Lula na segunda instância

Após sentenciado na Justiça de primeiro grau, em se tratando do processo que investiga a aquisição de um apartamento luxuoso, localizado em uma das regiões mais badaladas do litoral sul do estado de São Paulo, na cidade de Guarujá, a situação de Lula se complicou na Justiça de segundo grau. Conforme as evidências apresentadas durante o andamento das apurações, em que fora demonstrado que o ex-presidente Lula se beneficiou do imóvel supracitado, com base em recursos ilícitos provenientes de empreiteiras envolvidas no mega esquema de corrução da Petrobras, setores e movimentos sociais, assim como centrais sindicais passaram a publicar vídeos em redes sociais, em tom de ameaça, se confirmada a condenação do petista no Tribunal de segunda instância.

De acordo com palavras repercutidas intensamente na imprensa, provenientes de um oficial de inteligência do Exército brasileiro, que preferiu não se identificar, as Forças Armadas estariam acompanhando com grande atenção aos movimentos ligados ao ex-presidente Lula, principalmente, o MST (movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). O MST pretende realizar atos por todo o país, até mesmo a paralisar rodovias federais, se Lula for condenado pelos três desembargadores do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, no próximo dia 24 de janeiro.

O oficial do Exército, disse, anonimamente, que existe a preocupação de que as manifestações programadas para o dia, possam levar a um confronto direto e extremamente violento na capital gaúcha. Ele avalia, no entanto, que "não existe um exército do MST", porém, o que não impediria que atos hostis e de violência sejam verificados em Porto Alegre, durante o julgamento de Lila, como também, confrontos entre apoiadores e contrários ao ex-presidente.

O militar também ressaltou o risco de que os militantes ligados a movimentos ligados ao PT, tentem constranger os magistrados, a partir de protestos próximos às Cortes de Justiça e ao próprio TRF4.