O julgamento do ex-presidente da República. Luiz Inácio Lula da Silva, acontece no próximo dia 24 de janeiro. [VIDEO] Os ânimos estão tensos, pois Lula poderá ser condenado em segunda instância, tornando-se inelegível para as eleições presidenciais de 2018, e até mesmo, indo para a cadeia. Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região serão os responsáveis pela sentença de Lula.

Durante o governo de Dilma Rousseff, a ex-presidente, afastada devido a um processo de impeachment, nomeou o ex-assessor de Lula, Rogério Favreto, como desembargador do TRF-4. Com isso, Favreto está exercendo um papel importante para com os petistas: ele é o responsável por dar previsões sobre o que vai acontecer no próximo dia 24.

Como é um ''infiltrado'' no tribunal, Favreto teria dado informações relevantes para a defesa de Lula sobre o que irá acontecer no julgamento.

Segundo informações de Cláudio Humberto, do portal 'Diário do Poder', advogados de Lula atribuíram uma derrota de 2 votos contra 1. Dessa maneira, a defesa prepara para lançar os chamados ''embargos infringentes''. No entanto, caso a derrota seja de 3 votos contra 0, a prisão de Lula se tornaria mais próxima, e apenas recursos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam, de alguma forma, ajudar o ex-presidente.

Quem é Rogério Favreto?

O desembargador Rogério Favreto já foi um grande crítico das investigações da Lava Jato [VIDEO]. Ele foi o único magistrado que votou contra Sergio Moro, portando-se a favor da abertura de um processo disciplinar contra o juiz.

Durante uma reportagem para a 'Folha de S.Paulo', Favreto garantiu não ter nenhuma ligação com partidos políticos. Sua trajetória, porém, mostra que ele já foi filiado ao PT por quase 20 anos. Contudo, o desembargador afirma que, atualmente, se ele tivesse algum vínculo com partidos políticos, daria-se por suspeito, nas suas próprias palavras.

Lula é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na ação penal que está sendo julgado em segunda instância, Lula foi condenado a nove anos e seis meses pelo juiz federal Sérgio Moro, sob âmbito de investigações da Lava Jato, em Curitiba, Paraná. O ex-presidente se tornou réu em vários processos, mas sempre afirmou ser inocente das acusações, atribuindo que é vítima de uma armação envolvendo o Ministério Público Federal, Polícia Federal e o próprio juiz Sergio Moro. Ao lado de Lula, há movimentos sindicais e sociais de partidos de esquerda que fazem de tudo para salvar o petista de uma condenação.