Com a proximidade do julgamento do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4) [VIDEO], que é a Corte de Apelação ou Tribunal de segunda instância, uma movimentação nos corredores de reuniões executivas do Partido dos Trabalhadores (PT), tem se verificado e, principalmente, preocupações e divergências que acentuam esse momento dramático enfrentado pelo ex-mandatário petista.

Vale ressaltar que o ex-presidente Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, cuja sentença é baseada em evidências de práticas criminosas atribuídas ao ex-presidente, em se tratando da obtenção de recursos públicos, de forma ilícita, oriundos de empreiteiras envolvidas no mega esquema de corrupção que ocasionou a "sangria" dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras.

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Sérgio Moro é o juiz titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná e responsável pela condução dos trabalhos de investigação no âmbito da Operação Lava Jato, considerada uma das maiores já desencadeadas no mundo e a maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira.

Petistas 'batem cabeça' em reunião partidária

No próximo dia 24 de janeiro, o ex-presidente Lula deverá ser julgado por um colegiado de três desembargadores federais, que poderão confirmar a sentença do juiz Sérgio Moro ou até mesmo, reformá-la, seja para absolver o petista ou aumentar ainda mais a pena imposta na primeira instância. Com a grande possibilidade de que Lula venha a ser condenado e se torne inelegível ou que seja ainda, decretada a sua prisão, nesta segunda-feira (08), o comando do PT esteve reunido em São Paulo, para que pudessem encontrar caminho ou traçar estratégias, para o dia do julgamento de Lula no TRF4, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Entretanto, a cúpula petista acabou discordando da tática defendida pela presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann. Pela orientação da senadora paranaense, os militantes e dirigentes petistas deveriam permanecer em seus respectivos estados.

Ela defende ainda que estejam em Porto Alegre, somente militantes residentes nos estados do sul do Brasil e que Lula deveria ficar em sua casa, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, ao lado de familiares ou mesmo que o petista se dirigisse até o sindicato dos Metalúrgicos, berço do PT.

Porém, a estratégia de Gleisi não foi bem aceita pela maioria da Executiva estadual petista, que resolveu organizar uma caravana de 40 ônibus até a capital gaúcha. Além disso, em uma outra reunião, centrais sindicais organizaram uma caravana com 40 ônibus para saírem de São Paulo até o sul.