Nesta próxima segunda-feira (15/1), a ministra presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmém Lúcia, vai se reunir a portas fechadas com o desembargador, presidente do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) [VIDEO], Carlos Eduardo Thompson Flores. O assunto até o momento foi divulgado pela assessoria de comunicação da Corte como apenas conversas institucionais, porém acredita-se que sejam, talvez, questões relacionadas às mobilizações organizadas por movimentos sociais considerados preocupantes, os quais deverão aglomerar-se em Porto Alegre nos próximos dias.

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Esclarece informar que o tal 'encontro' das autoridades vem sendo mantido meio em segredo nas dependências do STF, todavia, comenta-se nos bastidores que o compromisso será de aproximadamente 30 minutos de duração, tempo suficiente para chancelar as decisões, uma vez que tenham discutido estratégias junto aos Poderes para garantirem a ordem na capital gaúcha.

Cármen Lúcia demonstrou certo receio para com os magistrados de primeira e segunda instância, das Cortes dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul além de Santa Catarina. Por isso, prevalecem as suspeitas de que Thompson Flores não vem a Brasília somente para tratar de assuntos institucionais com a ministra, apesar de a agenda do Supremo Tribunal figurar o informe. As notícias são de autoria do site UOL.

Ocorre que nos últimos dias, o TRF-4 [VIDEO]e o colegiado da 8ª Turma composto pelos juristas, João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus receberam fortes ameaças oriundas de telefonemas, cartas e internet. A Polícia Federal (PF) já está ciente da situação e investiga com rapidez para descobrir os autores dos ataques.

Os desembargadores serão os responsáveis pelo julgamento da apelação impetrada pela defesa do então, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o qual acontecerá no próximo dia 24.

O petista foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, o qual acolheu o conjunto probatório especificado no processo, aniquilando a liberdade de Lula.

Desta feita, após a publicação da condenação, o ex-presidente deveria cumprir pena de prisão pelo período de nove anos e seis meses referente à prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no entanto, defensores legais do petista resolveram apelar da sentença de Moro, acionando assim, o TRF-4, órgão competente para jugar e reexaminar a condenação em segunda instância [VIDEO].

A deliberação será considerada de extrema importância para a vida do ex-presidente, principalmente para seus planos eleitorais, visto que Lula lançará sua candidatura ao posto de Presidente da República, logo em outubro deste ano.

De fato, diante das circunstâncias, caso seja confirmada a condenação pelos desembargadores e, se por ventura o réu manter interesse em pleitear da decisão, serão disponibilizado os embargos de declaração ou os infringentes, ambos serão submetidos ao crivo do TRF-4 até o seu esgotamento processual, entretanto, se a decisão não for reformada, Lula poderá ser preso [VIDEO] após a determinação de execução da pena, todavia, caberão recursos à Corte Superior.