O ex-ministro petista Antonio Palocci, que atuou nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, já foi um grande amigo do ex-presidente, participando de vários movimentos importantes e liderando a alta cúpula do Partido dos Trabalhadores. Na cadeia, Palocci se tornou uma grande ameaça ao PT, prometendo bombardear com revelações e acusações que podem levar ao declínio o ex-presidente Lula.

Palocci lidou com todos os setores do Brasil, principalmente o setor financeiro da época do PT. Em um depoimento dado ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos em primeira instância das ações da Operação Lava Jato no Paraná, o ex-ministro disse que poderá revelar muitas coisas, até mesmo da área de comunicação do governo.

O PT está atento com a possível delação do ex-petista, mas o acordo com a Justiça passou a caminhar de forma lenta, entrando em ''banho-maria'' em 2017.

Mesmo com o processo lento, o PT não se esqueceu das ameaças do ex-ministro e já tem em mãos uma ação que poderá prejudicar o conteúdo da delação premiada de Palocci.

O partido afirma que o ex-ministro estaria sofrendo com ''lapsos de memória'', ou seja, dizendo inverdades para prejudicar o ex-amigo Lula. Os petistas não querem aceitar que Palocci indique os possíveis crimes de Lula e a escapatória seria dizer que o ex-ministro está tendo problemas mentais.

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Investigação do filme 'Lula, O Filho do Brasil'

Antonio Palocci também teve grande participação na arrecadação financeira para o filme “Lula, O Filho do Brasil”, que conta a história do ex-presidente. O ex-ministro foi o responsável por participar, juntamente com empresas, para angariar os valores para o filme do petista. No total, foram utilizados cerca de R$ 12 milhões para a produção.

As empreiteira OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht ajudaram o PT financeiramente para produção do filme.

O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht foi convocado juntamente com Palocci para dar declarações sobre a época em que o filme estava em negociação.

O ex-ministro deixou claro, após ser questionado pelo delegado da Polícia Federal em Curitiba (PR), Filipe Hille Pace, que iria colaborar com as investigações, trazendo a verdade à tona sobre atos ilícitos durante a produção do filme. No entanto, o ex-ministro disse que naquele momento iria permanecer calado.

Marcelo Odebrecht, diferente de Palocci, deu mais declarações. O empreiteiro apresentou documentos e e-mails da época de negociação do filme e enfatizou o relacionamento de seu pai, Emílio Odebrecht, com Lula. Ao que tudo indica, a empreiteira teria uma conta corrente direta com o PT.

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