Nesta última quarta-feira (24), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistiu ao julgamento que analisou a sua apelação contra a sentença condenatória proferida pelo juiz Sérgio Moro, comandante da Operação Lava Jato. O magistrado condenou o petista a pena de nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex.

De acordo com a condenação de Moro, o ex-presidente incorreu nos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva quando ainda exercia o mandando de Chefe de Estado. Insatisfeito com a decisão da primeira instância em Curitiba, os defensores do petista acharam por bem protocolar pedido de retificação da sentença no Tribunal Regional Federal da 4ª Região [VIDEO](TRF-4), em Porto Alegre (RS).

Durante toda quarta-feira, se ouviu falar sobre o julgamento de Lula. Inclusive, em alguns websites foi possível visualizar ao vivo a cobertura completa do evento, expressão nítida de uma população interessada na deliberação de três juízes desembargadores: João Pedro Gebran Neto, selecionado para conduzir a relatoria do processo, além de Leandro Paulsen e Victor Laus, que também parte da da 8ª Turma que apreciava o recurso do ex-presidente e um pedido protocolado pelo Ministério Público Federal (MPF) requerendo o aumento da pena.

Aparentemente apreensivo, apesar de manifestar confiança quando esteve em Porto Alegre, na véspera do julgamento, na terça-feira (23), discursando para aliados de partido, juristas e famosos, Lula afirmou novamente que nada iria impedi-lo de se candidatar à Presidência [VIDEO] da República e ousou mencionar: "aconteça o que acontecer", comentando que estava bastante "tranquilo", pois, segundo ele, ninguém tem provas concretas para incriminá-lo.

Desta feita, ainda pela manhã, Lula foi conduzido para a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, localizado na Rua João Basso, 231, em São Bernardo do Campo. O petista preferiu assistir ao julgamento em companhia de amigos pessoais, como, por exemplo, Celso Amorim, ex-chanceler, o amigo de longa data Rui Falcão, ex-presidente do PT, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma [VIDEO], Aloizio Mercadante, além do ex-prefeito de Santo André, Carlos Grana. Também estiveram presentes aliados de partido. As informações são de autoria da equipe de assessores do ex-presidente.

Assim que finalizou a apreciação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a sentença de Lula sofreu alteração, apesar da ratificação por unanimidade, a dosagem da pena alcançou o período de doze anos e um mês, ao invés de nove anos e seis meses, conforme fixado anteriormente pela 13ª Vara Criminal do Paraná.

Mesmo antes do desfecho, o Partido dos Trabalhadores (PT) já havia registrado um ato para essa quinta-feira (25), às 10 horas, segundo eles, para ampliar a comunicação da Executiva Nacional a qual deverá reafirmar a candidatura do ex-presidente Lula.

A decisão ocorre em um momento de conflito, principalmente com a Justiça, todavia, exibe a coragem e a vontade em guerrear contra a decisão da Corte [VIDEO], apontou a redação do Correio Brasiliense.