É muito difícil prever o resultado das Eleições com um ano de antecedência. É possível prever o resultado das urnas? Em ano de eleição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) estão liderando as pesquisas das intenções de votos para à Presidente do Brasil.

Na última pesquisa divulgada pelo Datafolha em dezembro passado, Lula apareceu em primeiro lugar, com 34% a 37% das intenções de voto, seguido de Jair Bolsonaro, com 17% a 22%. Qual é probabilidade desta pesquisa se confirmar nos resultados das eleições?

Qual a garantia que esses candidatos serão realmente os mais votados em outubro?

Analisando as últimas eleições e as pesquisas divulgadas pelo Datafolha nas seis últimas eleições para presidente da República, o nome que ficou mais bem colocado nas pesquisas com um ano de antecedência teve a confirmação na apuração das urnas em quatro eleições. Em outros dois, o candidato favorito não conseguiu confirmar o favoritismo nas pesquisas.

Um exemplo é a eleição de 1994, que teve muitas variações que geraram alteração nos rumos da disputa.

Um ano antes. o Datafolha publicou uma pesquisa que apontava Lula com 32% e Paulo Maluf com 13% ocupando as primeiras posições. Os dois candidatos haviam sido derrotados pelo Fernando Collor em 1989, Lula no segundo turno. Com o impeachment de Collor, Lula se fortaleceu, e Maluf estava em crescimento com sua gestão na Prefeitura de São Paulo no ano de 1992.

Fernando Henrique Cardoso, o então pré-candidato do PSDB e ministro da Fazenda, estava em terceiro lugar nas pesquisas com apenas 10% em sua melhor posição.

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Eleições

OL tucano tinha, porém, uma surpresa para as eleições. O lançamento do Plano Real equilibrou a economia do país, o que levou sua candidatura para frente, fazendo-o se eleger em outubro de 1994 ainda no primeiro turno, contrariando as pesquisas. Paulo Maluf não chegou nem disputar a eleição.

Quando Lula encerrou seu mandato em 2009, o atual José Serra (PSDB) aparecia nas pesquisas como grande favorito para sucedê-lo no Palácio do Planalto. Serra aparecia com 37% das intenções de voto e Dilma Rousseff, uma ministra que jamais havia disputado algum cargo por meio de eleição, tinha 23%.

Em 2010, com o crescimento da economia e com a popularidade do governo Lula, que declarou apoio a Dilma, ela venceu a eleição no segundo turno, contrariando as pesquisas de intenções de voto.

Toda eleição, na verdade, é muito imprevisível. As eleições 2018 estão caminhado para ser a mais improvável de todas desde o final da ditadura. Existem muitas dúvidas sobre as lideranças e muita pulverização dos que pretendem disputar. Se Lula for condenado em segunda instância, pode ter sua candidatura barrada pela Justiça.

Bolsonaro segue ainda sem definir o partido pelo qual irá disputar as eleições. Mas, não se pode ignorar o seu crescimento e a simpatia dos eleitores pela sua personalidade.

Será que em 2018 irá acabar a alternância do PT e PSDB no governo federal?

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