O diretor-geral da Polícia Federal Fernando Segovia resolveu atender prontamente uma reclamação feita por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os membros do Supremo teriam reclamado que muitas investigações da PF estariam ''paradas no tempo''. A Polícia Federal colocou como objetivo encerrar investigações da Lava Jato [VIDEO] que circulam no STF envolvendo políticos com foro privilegiado. Com isso, até antes das eleições presidenciais de 2018, políticos com foro terão seus processos ''resolvidos''.

A alta cúpula do governo, envolvendo o presidente da República Michel Temer, ministros e aliados, como Moreira Franco, Eliseu Padilha, Aloysio Nunes, Gilberto Kassab, Romero Jucá, Renan Calheiros, Eunício Oliveira, Aécio Neves e José Serra, deverão ter seus processos da Lava Jato encerrados antes do início das eleições.

O diretor Segovia deixou claro que o andamento das ações no Supremo ganharão maior envolvimento devido as campanhas eleitorais.

Para agilizar os processos, Fernando Segovia nomeou uma equipe maior da PF sendo 8 delegados, 7 escrivãs e 17 analistas do Grupo de Inquérito. Os novos integrantes foram colocados à disposição para alavancar os processos da Lava Jato em decorrência dos políticos com foro privilegiado. A equipe dobrou de tamanho rapidamente.

Na época em que o diretor da PF era Leandro Daiello, a equipe contava com 24 policiais federais. Agora, com Segovia, a equipe está com 56 policiais, formando 13 equipes. Segundo o delegado Eugênio Coutinho Ricas, do Dicor (Combate ao Crime Organizado), a atitude de Segovia mostra que a Polícia Federal [VIDEO]está atuando de forma ''rígida'' no combate à corrupção.

Desde que assumiu o cargo, Segovia tinha deixado claro para a imprensa que o objetivo era atuar em processos envolvendo políticos para que a disputa eleitoral não fosse influenciada.

Outro lado

Logo após assumir o comando da PF, Segovia criticou a atuação da Procuradoria Geral da República a respeito de duas acusações que circulam contra o presidente Michel Temer. Os processos foram feitos pelo ex-procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

Temer foi denunciado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e formação de quadrilha. As delações de executivos da empresa JBS, Wesley e Joesley Batista serviram como base para a denúncia contra Temer. As denúncias acabaram sendo rejeitas pelo plenário da Câmara dos Deputados. Segovia chegou a dizer que as investigações deveriam ter ''maior transparência''.