Um dos mais destacados militares das Forças Armadas brasileiras [VIDEO], mais especificamente membro integrante do Exército, general Antonio Hamilton Mourão, atravessa um momento de grandes "incertezas", em relação ao futuro, após o polêmico episódio ocorrido no ano passado, em que Mourão se manifestou enfaticamente ao se posicionar de modo contrário ao Governo do presidente da República [VIDEO], Michel Temer, o Congresso Nacional e ainda, com críticas também direcionadas ao Poder Judiciário no Brasil.

Vale lembrar que o general Antonio Mourão havia participado de um evento em Brasília, capital federal. Durante a realização de seu discurso, em meados do mês de setembro de 2017, o general Mourão explanou a situação politica vivenciada pelo país, envolto por uma Corrupção crescente.

O militar se referiu às negociações do Palácio do Planalto para a aprovação de medidas de grande interesse do governo, juntamente à parlamentares da base aliada no Congresso Nacional, como resultado de um verdadeiro "balcão de negócios".

O militar foi ainda mais longe, ao considerar a "gravidade" em que o país se encontrava e comentou que se o Poder Judiciário não conseguir resolver o "problema político" no Brasil, estaria sugerindo, até mesmo, a possibilidade de que possa vir a acontecer uma "atuação das Forças Armadas, de modo que possa se evitar o caos no país", em alusão a uma suposta "intervenção militar" no Brasil.

Situação do general Mourão sob dilema

Entretanto, após as duras críticas proferidas pelo general Mourão, que se posicionou contundentemente contrário à situação de corrupção no país, o que acabou envolvendo os três Poderes da República; Executivo, Legislativo e Judiciário, o militar que adquiriu grande apoio de parcelas expressivas da sociedade brasileira, conforme a grande repercussão alcançada nas redes sociais, acabou sendo exonerado do cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército, por determinação do general Eduardo Villas Boas.

A crise gerada pelas palavras de Mourão acabaram ocasionando um grande "mal-estar" no Palácio do Planalto e críticas provenientes do ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Porém, mesmo após ter sido exonerado de seu cargo, de grande destaque no Exército brasileiro, Mourão continua com seu futuro, de certa forma, indefinido. O militar gaúcho ainda não se fastou de sua função dentro da Instituição, já que em meados do mês de dezembro passado, o governo do presidente Michel Temer decidiu que Mourão se tornaria adido na Secretaria-Geral do Exército. Vale ressaltar ainda, que o militar que deverá assumir o cargo do general Antonio Mourão, deverá ser empossado tão somente após a transição de posto.