O porta-voz da Duma (câmara baixa do parlamento russo), Vyacheslav Volodin, acusou nesta terça-feira (30) os EUA de interferirem na política interna da Rússia.

“Impor novas sanções é outra tentativa de [nossos] colegas estrangeiros de se intrometerem nos assuntos políticos domésticos da Rússia”, afirmou Volodin, ao comentar a divulgação do relatório produzido pelo Congresso dos EUA com uma lista de 114 políticos e 96 empresários russos que teriam agido para influenciar os resultados das eleições presidenciais americanas de 2016.

Ele lembrou que desde 2014, os EUA vêm impondo sanções à Rússia. Entretanto, “elas não resultaram na mudança do curso político do nosso país nem no enfraquecimento de sua soberania ou na desunião interna”.

Segundo Volodin, as sanções da maior potência econômica do mundo não têm surtido efeito, uma vez que a Rússia tem conseguido se desenvolver em todos os assuntos, sejam políticos, econômicos, sociais ou militares, tanto internamente como [VIDEO] internacionalmente.

O representante do parlamento ainda denunciou que as sanções contra seu país não estão relacionadas aos motivos oficialmente apresentados no Ato de Contenção dos Adversários Americanos Através de Sanções, do qual o relatório do Congresso dos EUA, conhecido como “Relatório Kremlin”, faz parte.

“A política de restrições é uma maneira de a liderança dos EUA impor sua vontade sobre outros países para fazê-los abandonar suas políticas independentes”, disse, citado pela agência de notícias Tass. “Portanto, quanto mais forte a Rússia se torna, mais tentativas serão feitas para enfraquecer nosso país.”

Advertência

Volodin também advertiu de que a própria população estadunidense poderia sair prejudicada pelas medidas de enfrentamento levadas a cabo por Washington.

“Contudo, quando forem impor [novas] sanções será necessário levar em conta sua influência sobre os cidadãos dos EUA”, alertou o porta-voz da Duma. “As pessoas comuns se tornarão reféns das ambições da elite americana”, completou.

Ontem (29), foi a vez do porta-voz da Presidência da Rússia, Dmitry Peskov [VIDEO], acusar os EUA de interferirem em sua política interna a partir do relatório divulgado no mesmo dia.

O documento “é uma tentativa direta e óbvia de realizar algumas ações para as eleições a fim de exercer influência”, declarou. Porém, ele afirmou que “nós não concordamos com isso e estamos convencidos de que não exercerá nenhuma influência” nas eleições russas, que ocorrerão em março deste ano.