Durante todo o ano de 2017, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) [VIDEO] e Jair Bolsonaro (PSC) consolidaram-se na primeira e segunda posição, respectivamente, nas pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República.

Levantamentos feitos por Datafolha, Paraná Pesquisas [VIDEO], DataPoder360, CNT/DMA e Ibope apontaram o ex-presidente como primeiro colocado. O deputado federal aparecia na segunda posição, deixando para trás nomes como Geraldo Alckmin (PSDB), João Doria (PSDB), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT).

Disputa sem Lula

As chances de Bolsonaro e Lula se enfrentarem no segundo turno das Eleições presidenciais que acontecem em outubro são grandes.

Ou eram. Tudo depende do que vai acontecer com o pré-candidato petista.

Lula foi condenado em primeira instância no caso do tríplex do Guarujá. Na condenação aplicada pelo juiz federal Sergio Moro, Lula teria sido o autor dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O ex-presidente, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, pode ficar inelegível se for condenado em segunda instância. O julgamento acontece na quarta-feira (24) e será feito por três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Se o TRF-4 ratificar a condenação de Lula, Bolsonaro ficará em uma situação bastante tranquila. Os levantamentos sem o petista, mostram que o candidato de direita lidera com folga. A pesquisa do instituto Paraná Pesquisas mostrou Bolsonaro como primeiro colocado no cenário sem Lula.

Além disso, há um outro fator bastante importante que impulsionaria a campanha de Bolsonaro em uma disputa presidencial sem Lula: a quantidade de candidatos. Há partidos que estão esperando o resultado do julgamento para saber se lançarão candidatura.

A lógica dessas legendas é: Lula mobilizaria muitos votos em torno de sua candidatura. Sem ele, milhões de eleitores ficariam sem saber em quem votar e isso abriria espaço para mais candidatos se arriscarem em busca da vaga ao Planalto.

Bolsonaro forte

Jair Bolsonaro deve concorrer à Presidência da República pelo Partido Social Liberal (PSL), liderado pelo deputado federal Luciano Bivar. As conversas avançaram e a chegada do deputado conservador já fez o movimento Livres, braço do PSL, abandonar a legenda por não concordar com as políticas de Bolsonaro.

A partir de março, a situação será completamente definida e Bolsonaro poderá iniciar os trabalhos na nova legenda em busca de um sonho que não é só dele, mas também de seus milhões de seguidores: chegar à Presidência da República.