O ex-governador do estado do Rio de Janeiro Sérgio cabral responde a diversos processos na Operação Lava Jato. Os casos que envolvem o desvio de dinheiro na Petrobras e relação com o primeiro caso investigado no Paraná são julgados pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª vara federal de Curitiba (PR). Já os casos que não envolvem desvio de verba da empresa petrolífera são julgados conforme as regras do Código Penal, inclusive no território de jurisdição do juiz processante.

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Em virtude disso, Sérgio Cabral, ex-governador do estado, que fez amigos e inimigos (assim como qualquer político), haja vista que as decisões políticas nem sempre agradam a todos, responde a processos relacionados a corrupção perante Sérgio Moro e Marcelo Bretas, este último juiz federal lotado no Rio de Janeiro.

300 anos de prisão; Não fez delação

Embora não tenha condenações com trânsito em julgado (das quais não caibam recursos), como o Ministério Público tem fatiado as acusações, estima-se, segundo divulgado na imprensa, que Sérgio Cabral pode ser condenado a mais de 300 anos de prisão, se somadas todas a penas eventualmente impostas.

Muitos delatores da Lava Jato que já estavam presos fizeram acordos de colaboração vantajosos e reduziram significativamente penas que poderiam ser tão altas quanto as de Cabral. Porém, o ex-governador não fez acordo de delação premiada em outras escalas de corrupção em outras esferas de governo, com por exemplo, no governo federal.

Transferência de presídios

Sérgio Cabral deve responder os processos preso. Não terá, aparentemente, o direito constitucional de aguardar em liberdade.

Durante o período de prisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes chegou a conceder habeas corpus ao ex-governador e proibiu que ele fosse transferido anteriormente.

Na ocasião, durante um interrogatório, o juiz Marcelo Bretas, da justiça federal do Rio, disse que foi ameaçado por Cabral, quando o ex-governador tentou explicar sobre as joias que possuía e estariam no esquema de corrupção. Ele disse que o juiz "deveria saber [VIDEO], pois a família do juiz trabalha com joias". O Ministério Público Federal pediu a transferência naquela ocasião, mas Gilmar Mendes não viu ameaça e concedeu habeas corpus, garantindo que Cabral continuasse no Rio de Janeiro.

Nova decisão de transferência e Cabral humilhado

Desta vez, Cabral foi acusado de receber regalias no presídio fluminense. Diante disso, o Ministério Público Federal fez pedido tanto no Rio quanto no Paraná, e Sérgio Moro, que julga processos da Lava Jato, determinou que Cabral fosse transferido para o Paraná. A juíza substituta do Rio concordou com a decisão, já que Cabral responde a processo em ambos os âmbitos.

Sérgio Cabral, que, além de acusado de corrupção, na condição de ex-governador do estado do RJ, foi transferido acorrentado”, com algemas nas mãos, nos pés e ainda com uma sinta prendendo as mãos com correntes, impedindo de levantar os braços.